Line-up diverso faz público ignorar atrasos e falhas no som no Festival de Verão
O Portal Esfera te conta detalhes do evento, que aconteceu neste final de semana
Por: Gabriel Pina
26/01/2026 • 20:00 • Atualizado
Neste final de semana, aconteceu no espaço Wet, antigo Wet n’ Wild, em Salvador, o Festival de Verão 2026. Ao longo de dois dias, o público baiano conferiu uma line-up diversa e atraente, marcada por nomes como Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Luísa Sonza, Péricles, Rachel Reis, entre outros, unindo veteranos da música com artistas em crescente ascensão, para celebrar a 25ª edição do espetáculo. O Portal Esfera conferiu o primeiro dia da festa e te conta os detalhes.
A primeira noite do evento começou agitada. Dez dias antes, os ingressos deram sold-out, atingindo a capacidade de 25 mil pessoas do Wet Salvador, o que revela que o FV continua sendo procurado pelo público, apesar de críticas ao formato adotado nas últimas edições.
Nas redes sociais do evento, foi anunciado que os portões seriam abertos às 15h, enquanto o primeiro show se iniciaria às 17h. Atrasos em eventos de grande porte acontecem, mas, ainda sim, Rachel Reis, primeira atração do dia, só foi subir ao palco depois das 18h30.
Mesmo assim, a presença da "sereiona" hipnotizou o público que aguardava. A artista trouxe um repertório quente, composto por grandes hits, além de faixas do EP de verão da cantora. “Uns anos atrás, eu já estive aí como vocês”, brincou a cantora, que fez sua estreia no evento.
Foto: Leawry/Divulgação
Leia também: “Canto da Sereiona” de Rachel Reis abre o verão com público lotado no MAM
No entanto, logo na segunda música, o som da baiana passou por problemas, deixando o público no silêncio por alguns instantes, mas sendo resolvido momentaneamente, uma vez que, enquanto a lenda Ney Matogrosso, segundo artista da noite, se apresentava, a falha voltou a dar sinal, dessa vez por mais tempo.
Felizmente, o profissionalismo de Ney e o entusiasmo do público seguraram a onda, rendendo um show repleto de hits do cantor, com destaque para clássicos, como “Poema” e “Pro Dia Nascer Feliz”, além de passar pelo repertório dos Secos e Molhados, com a performance de “O Vira”.
Foto: Leawry/Divulgação
Caetano Veloso foi a terceira atração. Com um show nostálgico, o veterano entregou ao público faixas eternizadas na música brasileira, além de músicas novas de seu repertório. Além disso, o espetáculo contou com um momento família, onde os filhos Zeca e Tom Veloso cantaram juntos, acompanhados do neto do cantor, Benjamim. “Moreno está no Canadá. Adoraria chamar os três”, justificou Caetano pela ausência do primogênito no palco.
Foto: Leawry/Divulgação
Ao todo, Caetano acumula nove participações no FV. Número grande, mas nada comparado às 25 edições em que Ivete Sangalo se apresentou no evento. Para 2026, a aposta foi grande. Dias antes, a cantora convocou o público a se vestir de vampiros e vampiras, comando notoriamente seguido pelos fãs, que se fantasiaram a caráter para o espetáculo da vampirona, que teve direito a efeitos sonoros, iluminação e balé. A artista abriu o show com “Vampirona”, faixa que chega forte para o carnaval.
Além disso, a baiana levou um gostinho do que fevereiro espera. Entre hits e mais hits, a cantora guardou um momento para trazer clássicos da Axé Music para o evento, marcando o show como o melhor da noite. “Que sorte essa minha. Há tantos anos vocês estão comigo”, agradeceu ao público, antes de cantar músicas do repertório da Banda Eva.
Foto: Leawry/Divulgação
Confira também: Dez hits que prometem dominar o carnaval de Salvador de 2026
Na ordem das atrações, surge uma surpresa. O trio Gilsons sobe ao palco do FV para um pocket show. Mais uma vez, falhas técnicas aparecem, mas são corrigidas antes que uma das atrações mais aguardadas chegassem.
Às exatas 00h, João Gomes, Jota.pê e Mestrinho levaram, pela primeira vez a Salvador, o projeto Dominguinho, um dos atos musicais mais interessantes e aclamados de 2025. A escolha de trazer os artistas foi um grande acerto, revivendo um público diverso, mas que parecia menos interessado a cada novo ato.
Em entrevista coletiva, João Gomes correspondeu à sensação de que pouco mais de uma hora de show não era o suficiente: “Eu queria ter passado mais um tempinho lá em cima. Quem sabe um dia a gente tenha essa oportunidade”.
Foto: Leawry/Divulgação
No entanto, o atraso cobrou sua conta. Quando o mestre Carlinhos Brown subiu ao palco, já passava de 1h. Com isso, parte do público começava a se dispersar, deixando de conferir um show brilhante, onde o artista entregou uma celebração da música na Bahia, a partir de faixas como “A Namorada”, “Água Mineral”, "Muito Obrigado, Axé", entre tantas outras.
Foto: Leawry/Divulgação
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No saldo final, apesar dos deslizes, o Festival de Verão continua um marco para o calendário cultural da temporada em Salvador. Não à toa, o evento é responsável por trazer projeção de destaque à capital baiana no disputado mapa dos festivais brasileiros.
Mesmo assim, é interessante que a produção do evento observe o comportamento do público e aposte em estratégias de equilíbrio entre as atrações dos dois dias. Enquanto a primeira noite contou com a capacidade ao seu máximo, a segunda não repetiu o efeito, rendendo cenas de shows com buracos de público.
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