Diggo relembra início no Cabula e fala sobre virada de compositor a cantor
Em entrevista ao Portal Esfera, artista detalha trajetória, bastidores dos hits e desafios no palco
Por: Domynique Fonseca
26/01/2026 • 13:00 • Atualizado
O cantor e compositor Diggo (@diggoficial) foi o entrevistado desta segunda-feira (26) no Portal Esfera no Rádio, programa apresentado por Luis Ganem e transmitido pela rádio Itapoan FM (97,5). Durante a conversa, o artista soteropolitano falou sobre sua trajetória na música, o início precoce como compositor, o sucesso nacional de suas canções e os desafios enfrentados ao assumir a carreira como cantor.
Nascido em Salvador, Diggo tem 29 anos e se consolidou como um dos principais compositores da música popular brasileira nos últimos anos. Ele é autor de hits que ganharam projeção nacional, como Hipnotizou (Harmonia do Samba feat. Léo Santana), Psiquiatra do Bumbum (Wesley Safadão) e Mentirinha (Breno e Caio César).
A ligação com a música começou ainda na adolescência. Aos 15 anos, Diggo compôs Libera Geral, canção que acabou gravada por uma banda local em 2012 e marcou o ponto de partida de sua carreira.
“Minha primeira música foi aos 15 anos. Depois disso, eu descobri que gostava mesmo era de compor”, relembrou o artista, que cresceu no bairro do Cabula.
Antes de ganhar notoriedade nacional, Diggo transitou entre a composição e participações como vocalista em bandas de samba, ritmo que ele aponta como uma de suas principais referências musicais. O reconhecimento mais amplo veio em 2019, quando Abaixa Que É Tiro, interpretada pela banda Parangolé, foi eleita um dos grandes hits do Carnaval de Salvador.
Durante a entrevista, o cantor comentou sobre os bastidores financeiros do mercado musical e explicou que o alcance das canções influencia diretamente nos rendimentos. Segundo ele, músicas que circulam por diferentes regiões do país e são executadas em grandes eventos tendem a gerar retorno maior do que aquelas restritas a um público regional.
“A proporção que a música toma faz toda a diferença. Tem canção que estoura regionalmente, outras que vão para o Brasil inteiro. Isso impacta diretamente nos direitos autorais”, explicou.
O sucesso de Abaixa Que É Tiro foi determinante para posicionar Diggo no cenário nacional e abrir portas para novas parcerias. No mesmo período, ele assinou músicas gravadas por artistas como Thaeme & Thiago, Tayrone, Tony Sales e Léo Santana, incluindo Contatinho, parceria com Anitta, que ampliou ainda mais sua visibilidade.
Ao falar sobre a transição de compositor para cantor, Diggo destacou que o maior desafio não veio da pressão do mercado, mas de um processo interno de definição artística. Acostumado a compor para diversos estilos musicais, ele precisou entender qual identidade queria levar ao palco.
“Como compositor, eu entro em vários personagens. Posso compor sertanejo, forró, pagodão, funk. Quando eu vou para o artista, a questão passa a ser: o que eu quero cantar?”, afirmou.
Segundo Diggo, a mudança representa o início de uma nova trajetória, mesmo com a bagagem e o networking adquiridos ao longo dos anos como compositor.
“Você zera o jogo para começar outra história”, concluiu.
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