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“Canto da Sereiona” de Rachel Reis abre o verão com público lotado no MAM

Ao Portal Esfera, artista falou sobre projetos e importância da Bahia em sua carreira

Por: Gabriel Pina

11/01/202616:30Atualizado

A tarde deste sábado (10), em Salvador, foi marcada pelo “Canto da Sereiona”, show de verão promovido pela cantora Rachel Reis, no espaço aberto do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Após ser adiado, devido às condições climáticas da capital baiana durante o mês de novembro, o público pode finalmente ser hipnotizado pelo som da sereia.

Rachel Reis
Foto: Gabriel Pina/Portal Esfera

“Rodamos 640 quilômetros para estar aqui. Sou apaixonada por Rachel Reis, não dava para esperar”, conta Alana, fã da artista e moradora de Jordânia, região norte de Minas Gerais, que, junto com o marido, atravessou o estado só para prestigiar o evento.

Dona de uma das vozes mais potentes de sua geração, a baiana conseguiu, pelo segundo ano consecutivo, promover seu show especial de verão, que se consolida no calendário cultural da temporada: “A gente sempre fica com um pouco de receio. Será que as pessoas vêm? Mas, quando a gente chega e vê que as pessoas vieram de longe e ficaram felizes, dá uma alegria muito grande”, contou a artista, em entrevista ao Portal Esfera.

Ao longo de mais de três horas, a cantora agitou o público cantando canções clássicas de seu repertório, como “Brasa”, “Maresia” e “Bateu”, além de faixas inéditas do “No Seu Radinho”, primeiro EP de verão da artista. Somado a isso, o calor da Bahia e o refresco da maresia do mar da Gamboa criaram as condições ideais para o evento.

 

“Minha música é muito solar. É uma música que pega as pessoas num lugar de conforto e de aquecer também. Então, eu queria trazer uma coisa para elas curtirem essa temporada, que é uma temporada em que a Bahia está lotada e onde tudo está fervilhando muito. E senti que tudo se encaixou muito bem, de uma forma muito natural.”

 

Além de Rachel, o cantor O Kannalha e a banda Àttooxxá também marcaram presença no show de verão de sereiona, que confirmou que pretende lançar novos projetos futuros dedicados à estação mais quente do ano.

 

Foto: Gabriel Pina/Portal Esfera

Foto: Gabriel Pina/Portal Esfera


 

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Natural de Feira de Santana, interior do estado, Rachel Reis vê seu som chegar cada vez mais longe. Seu último disco, “Divina Casca”, foi indicado na categoria “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira”, na premiação Grammy Latino. No entanto, apesar dos desafios do mercado baiano, a artista se mantém firme e reconhece que sua arte é potente graças à Bahia.

 

“Eu me sinto muito feliz por ser uma cantora baiana. Eu sinto que ser baiana faz toda a diferença no meu repertório, na forma como eu canto, no meu tabuleiro, sabe? Venho de uma família de mulheres artistas com muita referência e que sempre foram muito livres musicalmente. E eu sinto que isso tudo a Bahia deu para elas também, e também tem me dado”



“Eu não faço nada sob pressão, faço as minhas coisas no tempo que elas têm que ser feitas, do jeito como eu quero. Então, me sinto abençoada de poder fazer música hoje e poder ficar, viver e passar o tempo que for necessário na Bahia. Não iria para outro lugar para me desconectar das minhas raízes”, concluiu a cantora.

 

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