Greve fecha o Louvre e interrompe visitação no museu mais visitado do mundo
Funcionários protestam por melhores salários e condições de trabalho em meio a crise interna em Paris
Por: Redação
15/12/2025 • 09:44
O Museu do Louvre, em Paris, permaneceu fechado nesta segunda-feira, 15, após funcionários aprovarem uma greve por melhores salários e condições de trabalho, impedindo a entrada de milhares de turistas. A paralisação afeta diretamente o museu mais visitado do mundo, que costuma receber cerca de 30 mil pessoas por dia.
Logo no início do dia, o próprio museu confirmou a interrupção das atividades em comunicado oficial. “Devido à greve dos funcionários, o museu está fechado”, informou o Louvre em seu site, sem previsão imediata de reabertura.
A mobilização contou com o apoio de cerca de 400 trabalhadores e foi anunciada por representantes sindicais em um momento considerado sensível para a instituição, que ainda tenta se reerguer de crises recentes. O museu enfrenta desgaste após um roubo de joias avaliado em 88 milhões de euros, além de problemas estruturais, como um vazamento de água que atingiu livros antigos do acervo.
Reivindicações dos funcionários
Segundo os sindicatos CFDT, CGT e Sud, responsáveis pela convocação da greve, as condições internas têm se deteriorado de forma contínua. Em aviso conjunto, as entidades afirmaram que os profissionais lidam com “condições de trabalho cada vez mais precárias”, agravadas pela falta de pessoal em setores essenciais.
Para os representantes, a situação se tornou insustentável diante do aumento constante da demanda.
“Os funcionários enfrentam uma carga de trabalho cada vez maior e recebem instruções contraditórias, o que compromete o desempenho adequado de suas funções”, afirmaram os sindicatos.
Entre as principais reivindicações estão a contratação de mais funcionários permanentes, especialmente nas áreas de segurança e atendimento ao público, além da melhoria das condições gerais de trabalho dentro do museu.
Leita também: Polícia francesa prende cinco suspeitos de roubo de joias da coroa no Louvre
Críticas ao aumento no valor dos ingressos
Outro ponto de tensão envolve o reajuste no preço dos ingressos para turistas de fora da União Europeia. Os sindicatos se posicionam contra o aumento de 45 por cento previsto para entrar em vigor a partir de meados de janeiro, medida que tem como objetivo financiar reformas na estrutura do museu.
Para os trabalhadores, o reajuste não resolve os problemas internos e transfere o peso da gestão para o público visitante, sem garantir melhorias concretas no cotidiano de quem mantém o funcionamento do Louvre.
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