Guarda Revolucionária do Irã ameaça Netanyahu e eleva tensão no Oriente Médio
Organização acusa Netanyahu de ser responsável pela morte de civis
Por: Redação
15/03/2026 • 08:35
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, força militar ligada ao regime do Irã, afirmou neste domingo (15) que pretende “perseguir e matar” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A declaração foi divulgada em um comunicado publicado no site Sepah News, canal oficial do grupo, em meio ao aumento das tensões entre os dois países.
No texto, a organização acusa Netanyahu de ser responsável pela morte de civis e afirma que continuará a persegui-lo “com toda a força” enquanto ele permanecer vivo. A manifestação ocorre poucos dias depois de o premiê israelense mencionar, de forma indireta, a possibilidade de ações contra lideranças ligadas ao chamado eixo pró-Irã no Oriente Médio.
Na última quinta-feira (13), Netanyahu citou o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem. Sem detalhar eventuais operações, o primeiro-ministro declarou que não garantiria “seguro de vida” a dirigentes de organizações consideradas terroristas por Israel.
A escalada retórica ocorre em meio ao agravamento do cenário regional. No sábado (14), um ataque atingiu a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Segundo relatos de segurança citados pela emissora Al-Jazeera, um míssil teria atingido um heliponto dentro do complexo diplomático e provocado danos no sistema de defesa aérea. Não houve registro de feridos.
O episódio acontece no contexto do conflito regional iniciado no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã. A operação resultou na morte do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, aprofundando a crise entre Teerã e seus adversários na região.
