Setor automotivo quer mais prazo para se adaptar à reforma tributária
Entidade afirma que setor ainda tem dúvidas sobre as novas regras e teme impactos no fluxo de caixa
Por: Redação
07/11/2026 • 16:20
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) pediu ao governo federal o adiamento da implementação da reforma tributária, prevista para começar em 1º de janeiro. Embora apoie a mudança, a entidade afirma que o setor automotivo ainda enfrenta dúvidas sobre a regulamentação e precisa de mais tempo para se adaptar às novas exigências.
Segundo o presidente da federação, Arcelio Junior, uma das principais preocupações envolve o impacto das regras sobre o fluxo de caixa das concessionárias, especialmente durante a transição entre os modelos tributários. Ele também alertou para as dificuldades enfrentadas por micro e pequenas empresas que integram a cadeia automotiva. Atualmente, o setor reúne 8.625 concessionárias, está presente em 952 municípios e responde por 388 mil empregos diretos no país.
O pedido de adiamento ocorre em meio a um cenário de crescimento nas vendas de veículos. A Fenabrave elevou de 7,9% para 15,3% sua projeção de expansão do mercado em 2026, com expectativa de comercialização de 3,1 milhões de unidades. Em outubro, foram vendidos 265,6 mil veículos novos, enquanto o acumulado do ano chegou a 2,52 milhões, alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025.
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De acordo com Arcelio Junior, o desempenho positivo é impulsionado por programas de incentivo à indústria automotiva, como o Move Brasil e o Carro Sustentável, além da chegada de novas fabricantes ao mercado nacional. Apesar dos resultados, a federação mantém as negociações com o governo para solicitar um prazo maior de adaptação, ressaltando que a proposta não representa uma tentativa de cancelar a reforma tributária.
