PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova fase da Compliance Zero
Operação autorizada pelo STF investiga supostas irregularidades ligadas ao Banco Master
Por: Redação
14/05/2026 • 08:30 • Atualizado
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e integra uma investigação sobre supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Henrique Vorcaro é apontado como um dos principais alvos da operação. Segundo as investigações, ele teria participado de uma movimentação financeira realizada às vésperas da liquidação do Banco Master para ocultar cerca de R$ 776,9 milhões.
A ofensiva é conduzida pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor), da Polícia Federal em Brasília, e busca aprofundar apurações sobre uma organização criminosa suspeita de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
Além da prisão de Henrique Vorcaro, um agente da Polícia Federal também foi detido. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Entre os alvos das buscas estão ainda um delegado e um agente aposentado da PF. O STF também determinou medidas cautelares, como afastamento de servidores públicos, sequestro e bloqueio de bens dos investigados. Uma delegada e outro agente da corporação foram afastados das funções.
Henrique Vorcaro e outras oito pessoas, incluindo Daniel Vorcaro, além de empresas, também são alvo de um processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A investigação apura supostas operações fraudulentas no mercado de capitais envolvendo a terceira emissão de cotas do Brazil Reality Fundo de Investimento Imobiliário.
Empresário mineiro do setor de infraestrutura e construção, Henrique Vorcaro é fundador e líder do Grupo Multipar, conglomerado com atuação nas áreas de engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário.
Até o momento, a defesa dos investigados não se pronunciou sobre as acusações.
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