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PF investiga aplicação de R$ 87 milhões em previdência no Banco Master

Operação apura uso de recursos de servidores públicos em Cajamar

Por: Redação

13/05/202611:42

A Polícia Federal passou a investigar a aplicação de cerca de R$ 87 milhões do fundo previdenciário de servidores de Cajamar, em São Paulo, no Banco Master. A apuração integra a Operação Off-Balance, deflagrada nesta quarta-feira (13), que mira possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos.

Foto PF investiga aplicação de R$ 87 milhões em previdência no Banco Master
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo a PF, o caso envolve investimentos de aproximadamente R$ 107 milhões em quatro Letras Financeiras emitidas por instituições privadas. Parte relevante desse montante foi direcionada ao Banco Master entre outubro de 2023 e março de 2024.

As aplicações foram feitas por gestores do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores municipais. A investigação tenta identificar se houve gestão temerária, falhas técnicas ou exposição excessiva ao risco.

Os documentos analisados apontam que os investimentos foram assinados por ex-dirigentes do instituto, entre eles o diretor-executivo, o diretor administrativo-financeiro e o diretor de benefícios da autarquia.

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Embora os aportes tenham ocorrido durante a gestão do então prefeito Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do PP em São Paulo, ele não figura entre os alvos da operação.

Nesta fase da investigação, agentes da Polícia Federal cumpriram seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar, Boituva e São Paulo. A Justiça também autorizou medidas cautelares, incluindo afastamento de função pública e bloqueio de bens.

A operação tramita na 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que conduz o processo relacionado às suspeitas.

A aplicação de recursos previdenciários em Letras Financeiras exige avaliação rigorosa, justamente por envolver valores destinados ao pagamento futuro de aposentadorias. Por isso, a PF apura se os responsáveis seguiram as normas de segurança, liquidez e preservação patrimonial previstas para esse tipo de investimento.