Passaporte atribuído a Eliza Samudio é localizado em imóvel em Portugal
Documento foi entregue ao Consulado do Brasil em Lisboa e passa por verificação oficial
Por: Redação
06/01/2026 • 09:14 • Atualizado
Um passaporte atribuído a Eliza Samudio voltou a colocar o caso em evidência após ser encontrado em um imóvel em Portugal no fim do ano passado. O documento teria sido localizado por um homem, não identificado, em um apartamento alugado, onde estava guardado entre livros em uma estante, segundo informações divulgadas pela imprensa.
O irmão de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, afirmou acreditar que o passaporte seja autêntico. De acordo com ele, os dados registrados, como nome completo, filiação e data de nascimento, coincidem com as informações da atriz e modelo paranaense. Apesar disso, Arlie ressaltou que ainda não há confirmação oficial das autoridades.
“Não posso afirmar com certeza, mas, pelo que vi até agora, acredito que seja dela”, declarou.
Arlie também relatou que soube da existência do documento por meio da mídia e disse que segue aguardando novos esclarecimentos sobre o caso. Segundo ele, ainda não houve contato direto com órgãos oficiais nem informações conclusivas sobre a procedência do passaporte.
Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que recebeu o documento na sexta-feira (2). No mesmo dia, a representação diplomática realizou uma consulta formal ao Itamaraty, em Brasília, para definir os procedimentos e o destino do passaporte, aguardando orientações oficiais.
Relembre o caso
Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, aos 25 anos, após avisar amigos que faria uma viagem. Desde então, nunca mais foi vista. Com o avanço das investigações, ela passou a ser considerada morta, após suspeitos confessarem envolvimento no crime, embora seus restos mortais nunca tenham sido encontrados.
Eliza teve um relacionamento com o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza, com quem teve um filho, Bruninho, nascido em fevereiro de 2010. Durante a gravidez, a atriz registrou ocorrências policiais e tornou pública a paternidade, o que gerou repercussão nacional.
O desaparecimento ocorreu meses após o nascimento da criança, sendo o último paradeiro associado a um sítio pertencente a Bruno, em Minas Gerais. No local, a polícia encontrou vestígios como roupas e fraldas. O filho de Eliza foi localizado posteriormente na região metropolitana de Belo Horizonte.
Versões apresentadas por condenados apontam que Eliza teria sido morta e esquartejada, mas a ausência do corpo impediu a comprovação definitiva dos relatos. Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pelo caso, considerado um dos crimes de maior repercussão do país, apesar de nunca ter admitido a premeditação da morte.
O surgimento do passaporte, agora sob análise das autoridades brasileiras, reacende discussões e expectativas em torno de um caso que, mais de uma década depois, ainda gera comoção e questionamentos.
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