Deolane é presa em operação que mira lavagem ligada ao PCC
Operação da Polícia Civil e do Ministério Público apura suspeitas de lavagem de dinheiro
Por: Redação
21/05/2026 • 08:31
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público estadual. A investigação mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Batizada de “Operação Vérnix”, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva. Entre os investigados estão pessoas apontadas como ligadas à estrutura financeira da facção, incluindo familiares de Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, que já está preso.
A Justiça também autorizou medidas patrimoniais contra os alvos da operação. Segundo os órgãos responsáveis pela investigação, foram determinados bloqueios que ultrapassam R$ 327 milhões, além do sequestro de veículos de luxo e imóveis vinculados aos investigados.
De acordo com a polícia, o grupo utilizaria empresas e movimentações financeiras para ocultar recursos supostamente oriundos do crime organizado e inseri-los no mercado formal.
Investigação começou dentro de presídio
As apurações tiveram início em 2019, após agentes penitenciários apreenderem bilhetes e anotações na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. O material, encontrado com detentos, continha referências à atuação interna do PCC e possíveis articulações criminosas.
A análise dos documentos levou à abertura de diferentes frentes de investigação. Em uma delas, os investigadores identificaram menções a uma mulher ligada a uma transportadora que teria atuado em benefício da facção.
A partir daí, a polícia passou a apurar uma empresa sediada em Presidente Venceslau. Conforme as investigações, a transportadora apresentava movimentações financeiras incompatíveis com sua atividade econômica e teria sido usada para ocultar patrimônio e recursos ligados ao grupo criminoso.
Nome de Deolane surgiu em nova etapa
Durante o avanço das investigações, a apreensão de um aparelho celular revelou conversas e registros financeiros que, segundo a polícia, indicariam conexões entre investigados e pessoas próximas à cúpula do PCC.
O nome de Deolane Bezerra apareceu nessa etapa da apuração. Conforme os investigadores, a influenciadora teria relação pessoal e comercial com um dos homens apontados como operador do esquema financeiro investigado.
Ainda segundo a polícia, a empresária passou a ser alvo central da operação após a identificação de movimentações consideradas incompatíveis com o patrimônio declarado e de supostas ligações com integrantes da organização criminosa.
