Oinegue cita 50 mil mortes e cobra foco no combate ao crime organizado
Jornalista comparou índices do Brasil aos de grandes economias mundiais
Por: Marcos Flávio Nascimento
04/06/2026 • 12:52
O jornalista e apresentador da Band, Eduardo Oinegue, fez duras críticas à situação da segurança pública no Brasil ao comentar os números da violência letal no país. Durante sua análise, ele destacou que o Brasil registrou quase 50 mil mortes violentas em 2024 e questionou o foco do debate político em torno da criminalidade.
Segundo Oinegue, os dados mais recentes sobre homicídios revelam uma realidade preocupante e ainda sofrem com grande defasagem estatística. O jornalista observou que as informações consolidadas costumam ser divulgadas meses ou até anos após os crimes ocorrerem, dificultando uma resposta mais rápida das autoridades.
Ao comparar o Brasil com os dez países mais populosos do mundo, o apresentador chamou atenção para a desproporção dos números. Embora represente menos de 4% da população desse grupo, o país concentra cerca de 25% dos homicídios registrados entre essas nações.
O comentarista também comparou os índices brasileiros aos das maiores economias do planeta. De acordo com ele, enquanto a média de homicídios dos outros nove países que compõem o grupo das dez maiores economias gira em torno de duas mortes por 100 mil habitantes, o Brasil apresenta taxa próxima de 20 por 100 mil habitantes.
Comparação com outros países
Durante a análise, Oinegue citou exemplos internacionais para ilustrar a gravidade do cenário brasileiro. Um dos casos mencionados foi o da França, que possui pouco mais de um terço da população do Brasil e registra cerca de 900 homicídios por ano.
O jornalista também destacou os números da China. Mesmo tendo uma população várias vezes superior à brasileira, o país asiático contabiliza uma quantidade significativamente menor de assassinatos.
Outro exemplo citado foi o México, frequentemente comparado ao Brasil devido à forte presença de organizações criminosas. Segundo Oinegue, os dois países concentram alguns dos maiores grupos do crime organizado das Américas.
Na avaliação do apresentador, o fortalecimento dessas organizações está diretamente ligado aos elevados índices de violência registrados em território nacional.
Debate sobre PCC e Comando Vermelho
O comentarista também abordou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar determinados grupos criminosos latino-americanos como organizações terroristas.
Segundo ele, a reação de parte das autoridades brasileiras deveria estar mais concentrada no enfrentamento de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) do que na discussão sobre a medida adotada pelo governo americano.
"O único país grande que rivaliza com o Brasil em número de homicídios é o México", afirmou Oinegue durante sua análise.
O jornalista argumentou ainda que o combate ao crime organizado poderia impactar diretamente a redução da violência letal no país, já que as facções estão relacionadas a uma parcela significativa dos assassinatos registrados anualmente.
Ao encerrar o comentário, Oinegue voltou a destacar a dimensão do problema brasileiro. Segundo ele, enquanto países europeus contabilizam poucos homicídios por dia, o Brasil registra uma morte violenta a cada poucos minutos, cenário que, em sua avaliação, exige respostas mais efetivas das autoridades responsáveis pela segurança pública.
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