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Jéssica Senra critica polarização e cobra consciência política

Jornalista defende letramento social e questiona debate sobre representatividade

Por: Marcos Flávio Nascimento

20/03/202615:15Atualizado

A jornalista Jéssica Senra fez críticas diretas à polarização política e à falta de consciência social durante entrevista ao vivo no Portal Esfera no Rádio, nesta sexta-feira (20), na Rádio Itapoan FM (97,5), ao apresentador Luís Ganem. Para ela, o papel da comunicação passa, antes de tudo, pelo conhecimento e pela responsabilidade social.

Foto Jéssica Senra critica polarização e cobra consciência política
Foto: Pedro Henrique / Portal Esfera

Logo no início, a comunicadora destacou a importância do letramento de gênero, raça e classe como base para o exercício do jornalismo e da cidadania: “Hoje é inadmissível que profissionais de comunicação não tenham esse letramento." 

Segundo ela, a falta de informação contribui para que a população seja manipulada por estruturas de poder.

 

Polarização política

Ao abordar o cenário político, Jéssica criticou a forma como a sociedade se relaciona com as lideranças. Para a jornalista, há uma tendência perigosa de transformar políticos em figuras idealizadas. “Político não é para amar, é para cobrar”, disse, ao defender uma postura mais crítica e ativa por parte dos cidadãos.

Durante a conversa, a apresentadora também apontou que a polarização política tem sido estimulada de forma estratégica, prejudicando relações pessoais e desviando o foco de questões estruturais. 

“Eles estimulam que a gente brigue com nosso parente, com nosso amigo”, destacou.

 

Representatividade feminina no poder

Outro ponto central da entrevista foi o debate sobre representatividade e poder. Jéssica Senra questionou a centralidade de discussões pontuais e chamou atenção para a desigualdade estrutural na ocupação de cargos: “Por que a maioria dos espaços de poder ainda é ocupada por homens?”.

Na avaliação dela, as disputas em torno de quem representa ou não determinados grupos acabam desviando o olhar de problemas mais profundos, como a concentração de poder e privilégios. A jornalista ainda alertou que mulheres que entram na política enfrentam violência de gênero, justamente por ameaçarem estruturas historicamente dominadas por homens.

Encerrando a entrevista, Jéssica reforçou a necessidade de consciência coletiva e engajamento social. Para ela, só haverá equilíbrio quando o foco deixar de ser individual e passar a considerar o bem comum.