IBGE aponta desigualdade na educação de PCDs
Pesquisa mostra maior analfabetismo e menor frequência escolar entre pessoas com deficiência
Por: Redação
19/09/2026 • 18:30
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado na sexta-feira (18), aponta diferenças no acesso à educação entre pessoas com deficiência (PCDs) e a população sem deficiência. Em 2022, 12,2% dos jovens de 15 a 29 anos com deficiência não sabiam ler e escrever uma frase simples, contra 1% da população da mesma faixa etária.
A frequência escolar também apresentou diferenças. Entre crianças de 6 a 14 anos com deficiência profunda, 82,3% estavam matriculadas e frequentavam a escola, enquanto o índice chegava a 95,6% entre aquelas com deficiência severa e a 98,4% entre as que não tinham deficiência. Entre jovens de 15 a 17 anos, os percentuais eram de 65,6%, 82,8% e 85,4%, respectivamente.
Por outro lado, o ensino superior registrou aumento na presença de estudantes com deficiência. Entre 2014 e 2024, o número de matrículas passou de 33,4 mil para 95,6 mil. O crescimento foi impulsionado principalmente pela educação a distância, que saltou de 11,9 mil alunos com deficiência em 2019 para 45 mil em 2024.
Dados do Censo Escolar mostram ainda que, em 2025, 78,5% das escolas de educação básica possuíam ao menos um recurso de acessibilidade. Banheiros adaptados estavam presentes em 57% das unidades, enquanto 30% tinham salas de recursos multifuncionais e 26,2% contavam com profissionais de apoio para estudantes com deficiência.
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