Filho de síndico que matou corretora é solto após investigação
Polícia conclui que jovem não participou do crime contra corretora em Caldas Novas
Por: Redação
20/02/2026 • 12:11 • Atualizado
A Polícia Civil liberou, na última quinta-feira (19), Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o assassinato da corretora Daiane Alves Souza. O jovem estava preso sob suspeita de ter auxiliado na ocultação de provas, mas foi isentado após a conclusão das investigações.
Segundo a corporação, a apuração não identificou indícios de participação direta ou indireta de Maicon no homicídio. Ele havia sido detido no dia 28 de janeiro, após suspeitas de que teria ajudado o pai na aquisição de um novo aparelho celular, registrado em nome do síndico.
De acordo com a defesa, documentos e depoimentos comprovaram que o jovem não teve envolvimento nos fatos investigados. O pedido de liberdade foi acolhido pela autoridade policial responsável pelo inquérito. Em depoimento, o próprio Cléber afirmou que o filho não participou do crime.
Vídeo foi peça-chave
As investigações ganharam novo impulso após a recuperação do celular da vítima, encontrado em uma caixa de esgoto. No aparelho, havia um vídeo que registrou momentos anteriores ao ataque. As imagens mostram o síndico usando luvas e, posteriormente, cobrindo o rosto antes de se aproximar da corretora no subsolo do prédio onde ela morava, em Caldas Novas.
Para a polícia, o conteúdo reforça a hipótese de que o crime foi premeditado. Segundo o delegado responsável pelo caso, os elementos reunidos indicam que a ação foi planejada exclusivamente por Cléber.
Relembre o caso
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta em janeiro, quando desceu ao subsolo do edifício para verificar o fornecimento de energia do apartamento. A investigação aponta que o síndico a abordou no local. Após o crime, o corpo foi colocado no veículo do suspeito e abandonado em uma área de mata.
Cléber confessou o homicídio, alegando desentendimento com a vítima, mas não detalhou a dinâmica da agressão. A polícia também apurou que o sistema de monitoramento do prédio possuía pontos sem cobertura por câmeras, incluindo acessos por escada utilizados pelo síndico.
O inquérito segue em andamento para a conclusão formal e eventual encaminhamento à Justiça.
