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Laudo confirma tiro na cabeça em morte de corretora desaparecida em Goiás

Documento aponta traumatismo cranioencefálico; síndico do prédio é suspeito e segue preso

Por: Redação

05/02/202610:17Atualizado

A Polícia Técnico-Científica de Goiás confirmou que a corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, de 43 anos, foi vítima de homicídio. O atestado de óbito aponta que ela morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça, que causou traumatismo cranioencefálico. O corpo foi liberado na última terça-feira (3), e o sepultamento deve ocorrer em Uberlândia (MG).

Foto Laudo confirma tiro na cabeça em morte de corretora desaparecida em Goiás
Foto: Reprodução/ Câmera de Segurança

Daiane estava desaparecida havia cerca de 40 dias quando seus restos mortais foram encontrados, no dia 28 de janeiro. O avançado estado de decomposição impossibilitou o reconhecimento imediato, tornando necessária a realização de exames de DNA a partir de material genético coletado dos dentes para confirmar a identidade.

O caso levou à prisão temporária do síndico do edifício onde a corretora residia, Cléber Rosa de Oliveira, apontado como principal suspeito. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido por suspeita de interferir nas investigações. Até o momento, os dois seguem presos.

Segundo a Polícia Civil, Cléber é considerado o único investigado com condições e motivação para o crime. O advogado do síndico, Felipe de Alencar, informou que o cliente admitiu ter utilizado uma arma de fogo e afirmou que ele vem colaborando com os investigadores. A defesa destacou ainda que o laudo pericial completo não foi anexado ao inquérito até agora.

As investigações indicam que o assassinato pode estar ligado a desavenças entre a vítima e o síndico, intensificadas após Daiane assumir a administração de seis apartamentos pertencentes à família do suspeito, responsabilidade que anteriormente era dele.

Registros de câmeras de segurança mostram que Daiane foi vista pela última vez no início da noite de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar um problema de energia elétrica em seu apartamento. Cerca de oito minutos depois, outra moradora esteve no local e não percebeu nada fora do normal, intervalo em que a polícia acredita que o crime tenha ocorrido.

De acordo com os investigadores, apenas o apartamento da corretora estava sem fornecimento de energia. A polícia apura se o desligamento seletivo era uma prática recorrente do síndico. Daiane estaria filmando a situação com o celular, o que pode ter provocado um novo atrito pouco antes do homicídio.