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PF rejeita delação de Vorcaro por falta de informações inéditas

Ex-dono do Banco Master segue investigado por fraude bilionária e corrupção

Por: Redação

21/05/202609:33

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, por considerar que o material entregue acrescenta pouco ao que já foi descoberto pelas investigações. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (20) aos advogados do banqueiro e ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Foto PF rejeita delação de Vorcaro por falta de informações inéditas
Foto: Divulgação/PF

Mesmo com a negativa da PF, a Procuradoria-Geral da República ainda pode analisar a proposta de forma independente e decidir se dará continuidade às negociações para um possível acordo de colaboração.

Caso a delação avance, a homologação ficará sob responsabilidade de André Mendonça, que deverá avaliar se o acordo atende aos critérios legais e se foi firmado de maneira voluntária.

 

Banco Master é alvo de investigação bilionária

 

As investigações da Polícia Federal apontam que Daniel Vorcaro é suspeito de participação em um esquema de fraude financeira, corrupção e interferência em órgãos reguladores.

Segundo a apuração, o ex-banqueiro teria inflado carteiras de crédito do Banco Master para transmitir ao mercado resultados financeiros superiores aos reais.

O caso ganhou ainda mais repercussão nacional após o nome de Vorcaro aparecer ligado a negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Vorcaro foi transferido para cela comum

 

Nos últimos dias, Daniel Vorcaro também voltou ao centro das atenções após ser transferido pela Polícia Federal para uma cela comum em Brasília.

Antes da mudança, o ex-dono do Banco Master estava custodiado em uma sala de Estado-Maior na Superintendência da PF, no mesmo local onde Jair Bolsonaro permaneceu preso anteriormente.

O banqueiro havia sido levado para a sede da Polícia Federal em março, logo após deixar a Penitenciária Federal de Brasília.

Na véspera da transferência, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade que deu início às tratativas para a possível delação premiada, agora recusada pela corporação.