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Cesta básica fica mais cara em 14 capitais brasileiras, aponta levantamento

Pesquisa mostra que alimentos como feijão e carne bovina lideram o aumento

Por: Agência Brasil|Redação

10/03/202607:40

O preço da cesta básica variou em diferentes capitais do país durante o mês de fevereiro. Levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos indica que 14 cidades registraram aumento no custo, enquanto o Distrito Federal e outras 12 capitais tiveram queda. 

Foto Cesta básica fica mais cara em 14 capitais brasileiras, aponta levantamento
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre as capitais com maior aumento no período, Natal lidera com alta de 3,52%. Em seguida aparecem João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já entre as reduções, Manaus apresentou a maior queda, com recuo de 2,94%. Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%) também registraram diminuição no valor médio dos produtos.

Considerando os primeiros meses do ano, o levantamento mostra que 25 cidades tiveram aumento no custo da cesta. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que apresentaram redução no período analisado.

Alimentos pressionam os preços

Entre os produtos que mais influenciaram o resultado de fevereiro, o feijão aparece como um dos principais responsáveis pela alta. O preço subiu em 26 unidades federativas. A exceção foi Boa Vista, onde o quilo ficou 2,41% mais barato. Em Campo Grande, o aumento chegou a 22,05%. Segundo os pesquisadores, a oferta menor no mercado, causada por dificuldades na colheita e redução da área plantada, ajudou a elevar os valores.

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A carne bovina de primeira também registrou aumento em 20 capitais. O cenário está ligado à menor disponibilidade de animais prontos para o abate e ao bom desempenho das exportações. No ranking nacional, São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$852,87. O Dieese estima que, para cobrir despesas essenciais previstas na Constituição, o salário mínimo necessário deveria alcançar R$7.164,94.

Os dados são divulgados mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).