Pix movimenta R$ 35,3 trilhões em 2025 e reforça papel na economia digital
Valor equivale a três vezes o PIB do Brasil
Por: Redação
07/02/2026 • 17:30
O Pix encerrou o ano de 2025 consolidando sua posição como o motor da economia digital no Brasil. Segundo dados recentes do Banco Central, a ferramenta movimentou R$ 35,36 trilhões ao longo do último ano, uma cifra impressionante que representa três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2024 (R$ 11,8 trilhões).
Com cinco anos de operação completados em novembro passado, o sistema de pagamentos instantâneos já faz parte da rotina de 170 milhões de brasileiros, o que equivale a 80% da população. Além da popularidade, a infraestrutura do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) demonstrou uma expansão robusta em comparação ao ano anterior.
2024 vs. 2025
O salto entre 2024 e 2025 reflete a migração definitiva dos consumidores para o ambiente digital:
Reprodução/Olhar Digital
O mês de dezembro de 2025 foi o grande ápice do sistema, registrando um recorde histórico no dia 05/12, com mais de 313 milhões de operações em apenas 24 horas. A tendência de alta segue em 2026, que já iniciou o mês de janeiro com 6 bilhões de transações processadas.
Desde sua estreia em 16 de novembro de 2020, o Pix deixou de ser um substituto para o TED e DOC para se tornar uma ferramenta multifuncional. A evolução tecnológica permitiu a implementação de recursos como:
- Pagamentos por aproximação (NFC);
- Agendamentos e débitos automáticos;
- Pix Saque e Pix Troco.
Essa versatilidade é apontada por especialistas como o principal fator para a adesão massiva, tornando o dinheiro físico cada vez menos frequente no comércio varejista.
Mecanismo de Devolução
Acompanhando o crescimento do volume financeiro, o Banco Central também endureceu as regras de segurança. Desde a última segunda-feira (2), entraram em vigor as novas diretrizes para o Mecanismo Especial de Devolução (MED).
A reformulação ocorre em resposta à baixa eficiência do sistema anterior, que conseguia recuperar menos de 10% dos valores desviados em golpes, devido à rapidez com que os criminosos dispersavam o dinheiro. Com as novas travas obrigatórias, o BC projeta uma redução de até 40% nas fraudes, tornando o rastreio e o estorno de valores mais ágeis e eficazes para o usuário final.
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