Fictor pede recuperação judicial após tentativa de comprar Banco Master
Ações de grupo caíram mais de 60% desde a revelação do escândalo
Por: Redação
02/02/2026 • 13:47 • Atualizado
O Grupo Fictor entrou, neste domingo (1º),) com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para a Fictor Holding e a Fictor Invest, empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado.
O pedido ocorre em meio a uma crise enfrentada pela agremiação desde a tentativa frustrada de compra do Banco Master (BM), em novembro de 2025. Segundo a empresa, o episódio gerou um grande volume de notícias negativas, o que afetou a reputação do conglomerado e limitando o acesso a crédito.
Os reflexos também atingiram empresas operacionais do grupo. A Fictor Alimentos S.A., listada na B3 sob o código FICT3, acumula queda superior a 63% em suas ações desde o caso envolvendo o BM.
Apenas nesta segunda-feira (2), os papéis recuaram mais de 25%, sendo negociados a R$ 0,85 pela manhã. Em comunicado, a Fictor afirma que as operações das demais empresas seguem normalmente, embora reconheça dificuldades de liquidez nas duas holdings incluídas no pedido judicial.
No pedido de recuperação judicial, a Fictor informa que as dívidas somam cerca de R$ 4 bilhões e que a medida busca reorganizar as finanças sem interromper as atividades. A empresa afirma ter iniciado um plano de reestruturação antes de recorrer à Justiça, com redução de custos e de estrutura administrativa. As subsidiárias operacionais não foram incluídas no pedido e, segundo o grupo, devem manter suas atividades normalmente.
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