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Inflação desacelera em abril, mas alimentos seguem em alta

IPCA ficou em 0,67%, pressionado pelos preços dos alimentos, combustíveis e medicamentos

Por: Redação

12/05/202611:18

A inflação oficial do país desacelerou em abril e fechou o mês com alta de 0,67%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da redução em relação ao índice registrado em março, de 0,88%, o acumulado dos últimos 12 meses chegou a 4,39%.

Foto Inflação desacelera em abril, mas alimentos seguem em alta
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

No primeiro quadrimestre do ano, a inflação acumula avanço de 2,60%. O resultado permanece acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Os principais impactos sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vieram dos grupos de alimentos e bebidas e de saúde e cuidados pessoais. Juntos, os setores responderam por mais da metade da inflação registrada no mês.

Entre os alimentos consumidos em casa, os maiores aumentos foram observados nos preços da cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes. O grupo alimentação e bebidas teve alta de 1,34% em abril.

Já o setor de saúde e cuidados pessoais avançou 1,16%, impulsionado principalmente pelo reajuste autorizado nos preços dos medicamentos, que passou a valer a partir de abril. Os produtos farmacêuticos registraram alta de 1,77% no período.

Os combustíveis também continuaram pressionando o orçamento das famílias. A gasolina subiu 1,86% em abril, enquanto o óleo diesel teve alta de 4,46%. O etanol avançou 0,62%.

Mesmo com a elevação dos combustíveis, o grupo Transportes apresentou desaceleração e fechou o mês com variação de 0,06%, influenciado pela queda no preço das passagens aéreas.

O resultado da inflação é acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, que no fim de abril reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,50% ao ano. A expectativa de analistas é de manutenção da cautela na condução da política monetária diante das pressões inflacionárias e do cenário internacional.

Segundo a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, a projeção do mercado para o IPCA é de 4,91% em 2026.