Logo

Inflação sobe de novo e mercado já vê IPCA fora da meta

IPCA avança para 4,89% e pressiona meta do Banco Central

Por: Redação|Agência Brasil

04/05/202612:03Atualizado

A pressão sobre a inflação no Brasil ganhou mais um capítulo. O mercado financeiro elevou, pela oitava semana seguida, a projeção do IPCA para 2026, que passou de 4,86% para 4,89%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

Foto Inflação sobe de novo e mercado já vê IPCA fora da meta
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

No pano de fundo, o cenário internacional segue pesando. A guerra no Oriente Médio continua impactando diretamente os preços de combustíveis e alimentos, o que ajuda a empurrar a inflação para fora do intervalo da meta, hoje fixada em 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Já no dado mais recente, o IBGE apontou que o IPCA de março ficou em 0,88%, puxado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,14%, já encostando no teto da meta.

Para os próximos anos, o mercado não vê alívio imediato. A expectativa é de inflação em 4% em 2027, com leve desaceleração para 3,64% em 2028 e 3,5% em 2029.

Leia mais

Bahia Farm Show 2026 é lançada com expectativa de movimentar R$ 180 milhões

Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

No campo dos juros, a taxa Selic segue como principal ferramenta do Banco Central para tentar conter os preços. Atualmente em 14,5% ao ano, a taxa foi reduzida recentemente pelo Copom, mas o ambiente externo mais instável pode dificultar novos cortes.

A lógica é conhecida, mas nem por isso menos dolorosa. Juros mais altos encarecem o crédito e freiam o consumo, ajudando a controlar a inflação, mas também seguram o crescimento da economia.

Falando em atividade econômica, a previsão para o PIB brasileiro em 2026 foi mantida em 1,85%, indicando um ritmo moderado. Para os anos seguintes, o mercado projeta crescimento entre 1,75% e 2%.

Por fim, no câmbio, a estimativa é de que o dólar feche o ano em R$ 5,25, com leve alta nos anos seguintes. Um cenário que, combinado com a inflação pressionada, mantém o radar econômico em alerta.