Copa do Mundo deve impulsionar R$ 800 milhões em vendas de vestuário
Comparado ao Mundial de 2022, o valor deve saltar 6,5%
Por: Redação
05/06/2026 • 21:30
O comércio brasileiro deve registrar um forte impulso nas vendas com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, tendo como destaque o segmento de vestuário e acessórios, cujo faturamento deve alcançar R$ 803,7 milhões durante o período.
A projeção é de um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que prevê ainda um crescimento na receita de outros setores varejistas devido ao aumento do consumo estimulado pelo torneio.
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A receita total gerada para o varejo nacional com o Mundial de futebol deve atingir R$ 4,32 bilhões, segundo os cálculos da entidade.
Se confirmado, o montante representará um avanço real de 6,5% em relação ao campeonato de 2022, impulsionado sobretudo pela desaceleração da inflação e pelo aquecimento do mercado de trabalho, segundo o site Fashion Network.
Setor beneficiado
Com essa movimentação durante a Copa, fortalecida também pelos demais festejos do mês de junho, o setor de roupas e acessórios se consolida como o segundo principal beneficiado pelo evento, atrás apenas dos hipermercados e supermercados, que vão liderar a maior fatia das vendas gerais.
Conforme o levantamento, espera-se que a busca expressiva por itens temáticos, camisetas oficiais e adereços ligados à competição ajude a alavancar os resultados da categoria ao longo da disputa esportiva.
Em posicionamento oficial, a confederação explicou que a combinação entre uma inflação moderada e o maior dinamismo econômico justifica a expansão projetada para o setor.
Conforme apontado pela CNC, o fortalecimento dos empregos e o recuo dos preços ajudam a compensar o encarecimento do crédito, fator que acabou esfriando a tradicional busca do consumidor por novos televisores e direcionando os gastos para produtos de menor valor agregado e consumo imediato.
A pesquisa sinaliza, ainda, uma transformação no comportamento de compra voltado para a categoria de eletrônicos.
O interesse do público por novas telas segue abaixo dos patamares observados antes do Mundial de 2022, muito embora a busca por smart TVs em canais de e-commerce tenha avançado 8,4% em maio na comparação mensal.
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