Após acarajé rosa, baiana cria versão da Copa e gera polêmica
Inspirada na Seleção Brasileira, criação de empreendedora baiana chama atenção nas redes sociais
Por: Domynique Fonseca
03/06/2026 • 14:00 • Atualizado
O acarajé é um dos maiores símbolos da cultura baiana, mas uma versão inusitada do quitute gerou debates publicamente entre admiradores da tradição e defensores da inovação. A responsável pela novidade é a empreendedora Adriana Ferreira, conhecida como Drica do Acarajé (@acarajedadricaoficial) que apresentou um bolinho nas cores verde e amarela em homenagem à Seleção Brasileira.
A iniciativa surgiu após a repercussão alcançada em 2023, quando Drica chamou atenção ao criar um acarajé rosa durante o lançamento do filme Barbie. Na época, a ideia gerou críticas e chegou a motivar um posicionamento da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam).
Desta vez, a proposta foi inspirada no clima da Copa do Mundo. Segundo a empreendedora, a intenção não era comercializar o produto, mas utilizá-lo como uma ação de divulgação da marca.
“Esse não é um acarajé que tem valor comercial. Ele tem um valor simbólico de homenagem à Copa do Mundo. Foi criado apenas para ilustração e divulgação”, explicou ao portal Esfera.
De acordo com Adriana, a mudança na cor não altera o sabor da receita. Para alcançar o efeito visual, foi utilizada uma anilina alimentícia sem sabor, normalmente empregada em confeitaria.
Acervo Pessoal/ Adriana Ferreira
A repercussão, no entanto, foi além do esperado. O quitute rapidamente passou a circular em páginas de entretenimento e perfis de notícias, despertando curiosidade, elogios e críticas.
Para a empreendedora, a criatividade faz parte da estratégia para manter a marca em evidência em um mercado cada vez mais competitivo:
“Hoje as redes sociais são uma ferramenta importante para qualquer negócio. Eu preciso fazer algo que chame atenção para que as pessoas conheçam meu trabalho e tenham curiosidade de experimentar o meu acarajé tradicional."
Reação às críticas
Ao comentar as críticas recebidas, Adriana disse que respeita a importância cultural e religiosa do acarajé, mas defende que sua iniciativa não representa uma afronta à tradição.
“Jamais passarei por cima da religiosidade de ninguém. Respeito todas as crenças. Minha intenção nunca foi ferir ou desrespeitar ninguém, mas mostrar criatividade e divulgar meu trabalho”, declarou.
A empreendedora afirma que a repercussão faz parte do processo de inovação e lembra que outras criações já chamaram atenção do público, como buquês de acarajé para o Dia dos Namorados e versões temáticas produzidas na Páscoa.
Mesmo sem estar à venda, o chamado “acarajé da Copa” alcançou o objetivo de gerar conversa. Entre comentários favoráveis e críticas, a criação voltou a colocar Adriana no centro de um debate recorrente na Bahia: até onde a criatividade pode ir quando o assunto é um dos maiores patrimônios da culinária baiana.
Enquanto as opiniões seguem divididas, uma coisa parece certa: o inusitado bolinho verde e amarelo conseguiu, mais uma vez, transformar um simples acarajé em assunto de toda a internet.
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