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BC aponta R$ 10 bilhões em valores esquecidos disponíveis para resgate

Recursos podem ser sacados por pessoas físicas e empresas via sistema do Banco Central

Por: Redação

13/01/202611:12

Cerca de R$ 10 bilhões em valores esquecidos no sistema financeiro seguem disponíveis para resgate pelos brasileiros, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (13). Os recursos podem ser consultados e solicitados por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR) e têm como base informações atualizadas até novembro de 2025.

Foto  BC aponta R$ 10 bilhões em valores esquecidos disponíveis para resgate
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

De acordo com o BC, aproximadamente R$ 7,8 bilhões pertencem a 49,3 milhões de pessoas físicas. Já outros R$ 2,2 bilhões estão disponíveis para cerca de 4,9 milhões de empresas que possuem valores a receber junto a instituições financeiras.

Como consultar os valores

Para verificar se há dinheiro esquecido, o cidadão deve acessar o site do Sistema de Valores a Receber dentro do período indicado na consulta inicial. Quem perder a data pode retornar ao sistema durante a chamada repescagem.

É necessário fazer login com conta gov.br de nível prata ou ouro. Usuários com conta bronze precisam elevar o nível de segurança pelo site ou aplicativo Gov.br. Após aceitar o termo de responsabilidade, o sistema informa o valor disponível, a instituição responsável pela devolução e a origem do recurso.

O resgate pode ser solicitado diretamente pelo sistema, com pagamento via Pix em até 12 dias úteis, ou junto à instituição financeira, opção indicada para quem não utiliza Pix.

Balanço e perfil dos valores

Até novembro, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 12,9 bilhões em recursos esquecidos. Desse total, R$ 9,5 bilhões foram destinados a pessoas físicas e R$ 3,4 bilhões a pessoas jurídicas.

A maioria dos valores disponíveis é de pequeno montante: cerca de 65,2% correspondem a quantias de até R$ 10. Em contrapartida, apenas 1,85% dos recursos ultrapassam R$ 1 mil. Os bancos concentram a maior parte dos valores, seguidos por consórcios, cooperativas e instituições de pagamento.

O Ministério da Fazenda esclareceu que não há prazo limite para o saque desses recursos, diferentemente do que havia sido divulgado anteriormente. Além disso, desde 27 de maio, o BC passou a permitir a habilitação de solicitação automática de resgate, serviço opcional que mantém inalteradas as demais funcionalidades do sistema.