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Peptídeos ganham espaço no emagrecimento, alerta nutricionista

Especialista fala sobre uso sem acompanhamento e riscos à saúde

Por: Marcos Flávio Nascimento

14/04/202615:20Atualizado

É notável que o uso de peptídeos para emagrecimento tem crescido no Brasil, impulsionado pela busca por resultados rápidos. Em entrevista ao Portal Esfera no Rádio, na 97,5FM, com o apresentador Luis Ganem, a nutricionista Aline Gomes explicou como essas substâncias atuam no organismo e fez um alerta sobre o uso indiscriminado, principalmente sem acompanhamento profissional.

Entrevista com nutricionista ALine
Foto: Lorena Bomfim / Portal Esfera

Segundo a especialista, os peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos que funcionam como “mensageiros” no corpo, ativando funções específicas ligadas ao metabolismo.

“Eles imitam hormônios importantes, como os da saciedade e do esvaziamento gástrico, ajudando a reduzir a fome e melhorar o metabolismo”, detalhou.

O tema ganhou força com a popularização de medicamentos à base dessas substâncias, usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Ainda assim, Aline chama atenção para o uso fora das indicações médicas. “Tem muita gente utilizando apenas por estética e de forma aleatória, sem acompanhamento. Isso é o mais perigoso”, afirmou.

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Solução isolada

A nutricionista reforça que, apesar dos benefícios, os peptídeos não devem ser vistos como solução isolada.

“A medicação pode ser um pontapé inicial, mas não resolve tudo. É fundamental aproveitar esse período para criar hábitos saudáveis”, explicou.

Outro ponto de alerta é o chamado reganho de peso, comum em pacientes que interrompem o uso sem orientação adequada. “Já estamos vendo casos de pessoas que emagrecem com a medicação e depois voltam a ganhar peso justamente por não terem mudado o estilo de vida”, disse.

Uso das substâncias

Aline também destacou que nem todos os casos justificam o uso dessas substâncias. “Tem paciente querendo perder três ou quatro quilos e já pensa em usar medicação. Não há indicação para isso”, pontuou.

Para a especialista, o caminho mais seguro passa pelo acompanhamento profissional contínuo. “Durante e após o uso, é essencial ter suporte nutricional. Sem isso, aumentam as chances de flacidez, efeito rebote e outros problemas”, concluiu.