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Ozempic pode estar ligado à redução de casos de câncer de mama, indica pesquisa

Levantamento apontou diferença de até 35% nos casos

Por: Redação

25/07/202612:50

Um estudo apresentado durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) investigou uma possível relação entre o uso do Ozempic e outros medicamentos da classe GLP-1 com a redução do risco de câncer de mama. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia.

Ozempic
Foto: Ilustrativa/Reprodução/Freepik

A análise reuniu dados de 111.646 mulheres entre 45 e 80 anos com sobrepeso ou obesidade. Segundo os pesquisadores, as participantes que utilizavam esses medicamentos tiveram entre 30% e 35% menos chances de desenvolver câncer de mama em comparação com aquelas que não faziam uso das substâncias.

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Apesar da associação encontrada, os cientistas afirmam que o estudo não permite concluir que os remédios foram os responsáveis pela redução observada. A avaliação comparou mulheres com características semelhantes, considerando idade, massa corporal, raça, etnia e presença de diabetes.

Pesquisa tem limitações e precisa de novas análises

A oncologista clínica Aline Cristini Vieira, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), explica que os resultados não significam que o medicamento tenha efeito comprovado contra o câncer: “Existe uma ligação estatística entre o remédio e a sobrevida maior, mas não está provado que foi o medicamento que causou esse benefício”, afirma.

Os pesquisadores também apontaram limitações no levantamento. O estudo não diferenciou os tipos de medicamentos da classe GLP-1, não avaliou o período de uso das drogas e deixou de analisar fatores como predisposição genética, características dos tumores e condições específicas das pacientes.

Novos ensaios clínicos devem investigar se esses medicamentos podem ter algum papel na prevenção do câncer de mama em mulheres com alto risco.