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Internações por câncer de colo do útero crescem 30% na Bahia

Estado registra mais de 1,1 mil novos casos por ano e lidera números no Nordeste

Por: Redação

23/01/202608:59Atualizado

O câncer de colo do útero segue em trajetória de crescimento na Bahia e tem preocupado autoridades de saúde. Entre 2020 e 2024, as internações relacionadas à doença aumentaram 30,6% no estado, que registra, em média, 1.160 novos casos por ano.

Foto Internações por câncer de colo do útero crescem 30% na Bahia
Foto: Divulgação/ Hospital Anchieta

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) colocam a Bahia como o estado com maior número de diagnósticos da doença no Nordeste. Em todo o Brasil, o câncer de colo do útero soma mais de 17 mil novos casos anuais e ocupa a terceira posição entre os tumores malignos que mais afetam mulheres.

Diante desse cenário, o país desenvolve ações de conscientização como a campanha Janeiro Verde, voltada para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. O Brasil também é signatário da Estratégia Global para Eliminar o Câncer de Colo do Útero como problema de saúde pública até 2030, iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero. A infecção persistente pelo vírus, transmitido principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo, está associada à maioria dos casos.

Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2014, a vacina contra o HPV é indicada para crianças a partir dos 9 anos e tem papel fundamental na redução da incidência da doença. Estudos apontam que a imunização é capaz de prevenir a maior parte dos tumores relacionados ao vírus.

Diagnóstico e tratamento

O câncer de colo do útero costuma evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais, sem apresentar sintomas. Por isso, a realização periódica de consultas ginecológicas e exames de rastreamento é considerada essencial para a detecção precoce de lesões que podem evoluir para o câncer.

Entre os sinais de alerta estão sangramentos fora do período menstrual, sangramento após a relação sexual e dores pélvicas. A recomendação é que mulheres mantenham o acompanhamento ginecológico regular, inclusive após os 65 anos, caso tenham vida sexual ativa.

Quando diagnosticado precocemente, o tratamento cirúrgico pode ser suficiente e apresentar altas chances de cura. Em estágios mais avançados, o tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia e outras terapias complementares, reforçando a importância do diagnóstico antecipado e do acesso rápido ao sistema de saúde.