Anvisa mantém restrições à Ypê, mas retira recolhimento
Agência decidiu manter restrições à fabricação e venda, mas retirou exigência de retirada dos itens do mercado
Por: Redação
15/05/2026 • 11:13 • Atualizado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu nesta sexta-feira (15) manter parte das medidas impostas à Ypê após análise do recurso apresentado pela empresa. A principal mudança foi a retirada da determinação de recolhimento dos produtos afetados.
Com a decisão, seguem mantidas as suspensões relacionadas à fabricação, comercialização, distribuição e uso de itens das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes envolvidos na investigação.
O julgamento ocorreu durante reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa. A maioria dos diretores votou pela continuidade das restrições, mas entendeu que o recolhimento imediato dos produtos não precisaria mais ser aplicado. Apenas um dos integrantes defendeu a manutenção integral das medidas, incluindo a retirada dos itens do mercado. Um dos diretores não participou da sessão.
As medidas haviam sido adotadas após inspeções realizadas pela Anvisa em conjunto com órgãos de vigilância sanitária do estado de São Paulo e do município de Amparo, no interior paulista. Segundo a agência, foram identificadas dezenas de irregularidades consideradas críticas nos processos de produção da empresa.
De acordo com a Anvisa, as falhas estariam relacionadas ao controle de qualidade e às condições sanitárias de fabricação, o que poderia resultar em contaminação microbiológica de produtos. A investigação teve início após denúncias apresentadas pela Unilever em 2025 e 2026.
A Ypê informou que continuará colaborando com as autoridades sanitárias e afirmou estar comprometida em atender todas as exigências estabelecidas pela agência reguladora. Em nota, a empresa também reforçou que mantém o foco na segurança dos consumidores e na adequação dos processos industriais.
Na semana passada, a companhia havia conseguido suspender temporariamente os efeitos da resolução após apresentar recurso administrativo. Mesmo assim, a empresa informou que decidiu manter interrompidas as linhas de produção ligadas aos produtos investigados.
