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Ypê muda discurso após recall da Anvisa por risco de contaminação

Empresa afirma que vai seguir recomendações da agência reguladora

Por: Redação

08/05/202617:30

A Ypê recuou do posicionamento adotado inicialmente e afirmou que seguirá as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a determinação de recall e suspensão de produtos da marca por risco de contaminação microbiológica.

Anvisa atua após situação com produtos da Ypê
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em nota divulgada nesta sexta-feira (8), a empresa informou que está colaborando com as autoridades e que pretende “incorporar imediatamente eventuais aprimoramentos e recomendações regulatórias” apontadas pela agência.

A companhia destacou ainda que realiza análises técnicas, testes e laudos independentes para comprovar a segurança dos produtos. Segundo a fabricante, os documentos seguem sendo encaminhados aos órgãos competentes.

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Recall de produtos da marca

A decisão da Anvisa foi publicada na quinta-feira (7), por meio da Resolução 1.834/2026. O órgão determinou a suspensão da fabricação, comercialização e o recolhimento de diversos itens produzidos em uma unidade da Química Amparo, no interior de São Paulo.

De acordo com a Anvisa, foram identificados “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”, o que levantou risco de contaminação microbiológica nos produtos.

A medida atinge itens com lotes de número final 1, incluindo linhas de lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca.

Produtos atingidos pela decisão

Entre os itens afetados estão:

  • Lava Louças Ypê e versões da linha Clear, Green e Toque Suave;

  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê, incluindo versões Antibac, Green, Power Act e Coco & Baunilha;

  • Desinfetantes Bak Ypê e produtos da linha Atol;

  • Lava Roupas Líquido Ypê Premium, Express e Power Act.

Na quarta-feira (7), logo após a decisão da Anvisa, a empresa havia adotado um tom mais duro e afirmou confiar “plenamente na reversão da decisão no menor prazo possível”, alegando possuir fundamentação científica robusta para garantir a segurança dos produtos.

Com a repercussão do caso, a fabricante mudou o discurso e passou a sinalizar alinhamento às exigências regulatórias da agência.