NR-1: Veja o que muda para empresas com nova exigência sobre saúde mental
Ministério do Trabalho inclui fatores psicossociais nas avaliações obrigatórias
Por: Agência Brasil|Redação
26/05/2026 • 16:30
A saúde mental dos trabalhadores entrou oficialmente na lista de situações que precisam ser acompanhadas pelas empresas brasileiras. A partir desta terça-feira (26), passa a valer a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que amplia as exigências relacionadas à prevenção de riscos no ambiente profissional.
Com a mudança, empregadores deverão identificar e registrar situações que possam afetar o bem-estar psicológico dos funcionários. A determinação vale para empresas de todos os portes e setores, incluindo companhias instaladas na Bahia.
Até então, as análises obrigatórias eram mais voltadas para acidentes e exposições físicas, químicas e biológicas. Agora, fatores ligados à rotina de trabalho e ao relacionamento entre equipes também entram no radar.
Entre os itens que deverão ser observados estão:
-
Assédio moral e episódios de violência;
-
excesso ou ausência de demandas;
-
falta de clareza sobre funções;
-
pouco reconhecimento profissional;
-
problemas na comunicação interna;
-
dificuldade de interação entre colegas;
-
baixa autonomia nas atividades.
As ocorrências deverão constar no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) ou na Avaliação Ergonômica Preliminar, dependendo do caso analisado.
Leia mais:
Compulsão por jogos de azar passa a ter atendimento online pelo SUS
“Solitude exige enfrentar a solidão”, diz Mari Bonavides
Três em cada dez jovens já pediram afastamento do trabalho por saúde mental
A fiscalização ficará a cargo dos auditores do trabalho. As inspeções poderão acontecer por planejamento do órgão ou após denúncias feitas por trabalhadores.
Entre os segmentos que devem receber atenção redobrada estão:
-
Teleatendimento;
-
instituições bancárias;
-
unidades de saúde.
Apesar de a atualização da NR-1 ter sido publicada em 2024, a entrada em vigor havia sido adiada para adaptação das empresas. Com o encerramento desse prazo, as exigências passam a ser cobradas em todo o país.
Empresas que não seguirem as novas determinações poderão sofrer notificações, multas e outras medidas previstas na legislação trabalhista.
Relacionadas
