Operação após morte de Davi mantém tensão no Engenho Velho
Polícia reforça ações e moradores seguem questionando versão oficial
Por: Marcos Flávio Nascimento
02/05/2026 • 16:00 • Atualizado
O clima segue de tensão no Engenho Velho da Federação, em Salvador, após a morte do menino Davi, de 11 anos, atingido por disparos dentro de casa. Na manhã deste sábado (2), o bairro amanheceu com forte presença policial, especialmente na região do final de linha, onde equipes intensificaram o patrulhamento.
Como desdobramento do caso, a RONDESP Atlântico realizou uma nova operação durante a madrugada e apreendeu armamento pesado com suspeitos apontados como integrantes de um grupo criminoso. A ação ocorreu na Travessa Engenho Velho, em meio a incursões voltadas ao combate às facções.
De acordo com a versão oficial, os policiais foram recebidos a tiros e houve confronto. Dois suspeitos ficaram feridos, enquanto outros conseguiram fugir. Com a dupla, foram encontrados uma submetralhadora calibre 9mm, um revólver calibre .38, além de carregadores, munições e cerca de 800 porções de drogas.
A polícia sustenta que o grupo armado teria invadido a casa onde Davi estava, o que teria resultado nos disparos que atingiram a criança e também feriram a tia do menino. O patrulhamento foi reforçado e, segundo a corporação, seguirá intensificado por tempo indeterminado na região.
Versão da população local
Apesar disso, a versão apresentada pelas forças de segurança não é consenso entre moradores e familiares. Na comunidade, o relato predominante é de que a residência teria sido invadida durante a ação policial e que os tiros que mataram o menino teriam partido dos próprios agentes.
Enquanto as investigações avançam, o bairro permanece sob forte comoção e vigilância, com a população cobrando respostas sobre o que, de fato, aconteceu dentro da casa onde Davi foi baleado.
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