Obra causa tumulto na rotina de moradores do Horto Florestal
Construção na Rua da Sapucaia é alvo de reclamações entre os residentes da localidade
Por: Jaísa de Almeida
09/01/2026 • 17:08 • Atualizado
Uma obra em execução na Rua da Sapucaia, no bairro do Horto Florestal, em Salvador, tem provocado mudanças significativas na rotina de moradores da região. Segundo relatos de residentes, o início da construção trouxe impactos à infraestrutura da via e ao deslocamento diário de quem vive no entorno da localidade.
Uma moradora, que prefere não ter o nome divulgado, afirma ao Portal Esfera, que a rua mantinha boas condições de pavimentação, circulação e saneamento antes da intervenção. Com o avanço da construção, surgiram buracos, lama e obstáculos que dificultam o tráfego, além do aumento no fluxo de caminhões e do uso irregular do espaço público:
“Antes era sem buraco, com asfalto bom, sem lama, sem contêiner, sem carros em cima da rua ou do passeio, sem caminhões atrapalhando a nossa ida e vinda”, relata.
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Reprodução/Leitor Portal Esfera
Os impactos também atingem os veículos que passam pela região. De acordo com a moradora à reportagem, resíduos da obra estariam sendo descartados diretamente na via, acelerando o desgaste dos automóveis e agravando as condições da rua. A situação, segundo ela, envolve mais de uma construção em curso no mesmo trecho.
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Ainda conforme o depoimento, a Prefeitura de Salvador foi acionada para apurar a situação, mas não houve resposta às denúncias encaminhadas:
"Os carros estão se acabando nisso aí, com cimento sendo lavado no meio da rua. [..] São duas obras que estão destruindo a via, sem nenhuma administração, e a prefeitura, mesmo recebendo denúncias, não toma nenhuma providência.”
Em conversa com o Portal Esfera, a construtora Moura Dubeux, responsável pela obra, afirmou que a área concentra diversos canteiros ativos de diferentes companhias. Sobre seus empreendimentos, a empresa disse manter atenção permanente ao entorno, realizando ações contínuas de limpeza e manutenção com o objetivo de diminuir possíveis transtornos.
A administração municipal, por sua vez, não respondeu ao pedido feito pela reportagem, até a publicação deste conteúdo. O espaço permanece aberto para manifestações.
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