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Lojistas da antiga rodoviária cobram governo por transição e segurança

Com inauguração marcada para o próximo dia 19, comerciantes relatam falta de informações e temem abandono do espaço

Por: Marcos Flávio Nascimento

08/01/202612:45Atualizado

A proximidade da inauguração da nova Rodoviária de Salvador, marcada para o dia 19 de janeiro, tem gerado apreensão entre lojistas da rodoviária antiga, que denunciam falta de informações claras sobre o processo de transição, especialmente em relação à segurança do equipamento após a saída dos ônibus.

Foto Lojistas da antiga rodoviária cobram governo por transição e segurança
Foto: Divulgação / AGERBA

A queixa foi feita ao vivo durante o programa Portal Esfera no Rádio, na Itapuã FM, desta quinta-feira (8) após comerciantes procurarem a produção, além de outros veículos de comunicação, relatando insegurança e ausência de um plano oficial por parte do Governo do Estado da Bahia e da concessionária SINART, atual responsável pela administração do terminal.

Segundo o relato, embora o governo tenha definido que, a partir da meia-noite do dia 19, os ônibus deixarão de acessar a rodoviária antiga e passarão a operar exclusivamente no novo equipamento, os permissionários afirmam que não foram preparados com antecedência nem receberam orientações sobre como será feita a desmobilização do espaço.

Falta de definição e temor de abandono

De acordo com os lojistas, o cronograma de mudança foi alterado diversas vezes ao longo dos últimos meses, o que criou a expectativa de que a inauguração ocorreria apenas após o Carnaval. A confirmação da data do dia 19, segundo eles, teria sido comunicada apenas recentemente, sem tempo hábil para organização logística e retirada dos estabelecimentos.

Outro ponto central da denúncia envolve a segurança da rodoviária antiga. Com o encerramento das operações, a estrutura deixará de contar com vigilância privada da Sinart, o que acendeu o alerta entre os comerciantes. O prédio não possui fechamento físico adequado, o que, segundo eles, aumenta o risco de invasões, furtos e depredações.

Os lojistas relatam ainda que não há presença visível de representantes do governo no local para esclarecimentos e que funcionários da concessionária também afirmam não ter informações sobre o que acontecerá após o desligamento do terminal.

Apelo por posicionamento oficial

Durante o programa, foi feito um apelo público para que o Governo do Estado se manifeste oficialmente e apresente um plano de transição, indicando quem será responsável pela segurança do prédio, se haverá apoio da Polícia Militar e qual será o prazo concedido para que os lojistas retirem seus equipamentos com tranquilidade.

A preocupação, segundo os relatos, não é com a mudança em si, já aceita pelos permissionários, mas com a ausência de garantias mínimas para que possam encerrar as atividades e deixar o local em segurança. Eles citam exemplos de outros equipamentos públicos que, após a retirada de vigilância, acabaram sendo invadidos.

Até o momento, nem o governo estadual nem a concessionária divulgaram nota oficial detalhando como será conduzida a transição da antiga para a nova rodoviária, o que mantém o clima de incerteza entre os trabalhadores que atuam no terminal.

O espaço segue aberto para manifestações da SINART e Governo do Estado.