Estudante encontra band-aid em comida no restaurante da UFBA
Anteriormente, uma larva também foi encontrada na mesma unidade no campus Ondina
Por: Micaele da Matta
09/07/2026 • 15:07 • Atualizado
“Não podemos mais aceitar o que está acontecendo com o Restaurante Universitário (RU)” .Este relato é de um membro de um grupo de estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O recado partiu de um aluno do curso de Estatística, Edezio Vitor Barros, que relatou ter encontrado um curativo adesivo (band-aid) em sua comida no Restaurante Universitário (RU), na unidade da Ondina. O ocorrido foi registrado na terça-feira (7).
O caso levantou mais uma vez dúvidas sobre o processo de vigilância sanitária no RU, onde recentemente, em maio, foi encontrado uma larva na sobremesa servida como parte da refeição. Em nota, o Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE UFBA) convocou uma Plenária estudantil virtual para tratar do assunto junto à comunidade estudantil.
“Após a plenária, será deliberada a realização de um ato em defesa da melhoria das condições do RU, da qualidade da alimentação ofertada e do fortalecimento da fiscalização sobre os serviços prestados à comunidade estudantil”, declarou.
Confira o registro no grupo:
Um colega encontrou um band-aid em seu jantar no RU de Ondina e em resposta os estudantes da UFBA estão organizando um protesto. pic.twitter.com/MZ8wVayBWM
— elvie jurídico loustat (@webelvira) July 8, 2026
Os representantes também afirmaram terem entrado em contato com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE), solicitando uma reunião com o aluno envolvido no caso e a empresa responsável pelo restaurante. Em nota publicada nesta quinta-feira (9), a PROAE afirmou que: “embora, na época da divulgação da publicação, não tivesse sido formalizada manifestação pelos canais oficiais da Universidade, o Núcleo de Restaurantes Universitários (NRU) registrou a ocorrência internamente e iniciou o acompanhamento do caso”.
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Por fim, indicaram que o NRU já notificou formalmente a empresa responsável pela produção e fornecimento das refeições, solicitando esclarecimentos e a apuração dos fatos, além de terem comunicado a ocorrência à Vigilância Sanitária competente, solicitando orientação técnica e adoção das providências que entender cabíveis.
Em Salvador, a fiscalização é realizada e regulamentada pela Diretoria de Vigilância Sanitária (VISA Salvador), que segue as diretrizes da Resolução RDC 216/2004 da ANVISA para serviços de alimentação.
Mais reclamações
De modo geral, estudantes também indicam ter havido uma redução das porções de proteína e do volume de suco sob ordem do empresa que opera. Quanto a isso, a PROAE declarou, em junho, que isso se deu por conta de inadimplemento corrente no pagamento das faturas da empresa prestadora de serviços, resultante de limitações orçamentárias destinada à universidade pelo Governo Federal, O que refletiu diretamente no prato dos alunos. Segundo eles, essa medida é temporária.
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