Acusados pela morte do jovem Geovane são condenados a mais de 20 anos
Crime com Geovane Mascarenhas de Santana ocorreu em 2014
Por: Redação
19/06/2026 • 18:00
Após dois dias de julgamento em Salvador, o Tribunal do Júri condenou, na madrugada desta sexta-feira (19), os ex-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014.
No total, sete pessoas foram levadas a júri popular no caso, cuja acusação foi sustentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A maior pena foi aplicada a Jesimiel, sentenciado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão por homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver.
Já Cláudio Bonfim recebeu a pena de 20 anos e 7 meses por homicídio duplamente qualificado e roubo. Ambos iniciarão o cumprimento das sentenças em regime fechado, segundo o jornal “Massa”.
Leia mais:
Operação prende 15 suspeitos de grupo ligado a diversos homicídios
Operação mira facção suspeita de tráfico e homicídios no sul da Bahia
Capitão da PM é condenado a 21 anos de prisão por corrupção na Bahia
Vereditos dos demais réus e detalhes do crime
O conselho de sentença também definiu a situação dos outros cinco envolvidos. O réu Jailson Gomes Oliveira foi condenado a 6 anos e 4 meses de prisão por roubo, em regime semiaberto.
Por outro lado, quatro acusados foram absolvidos das acusações: Daniel Pereira de Sousa Santos, Alex Santos Caetano, Roberto Santos de Oliveira e Allan Moraes Galiza dos Santos.
Geovane desapareceu na tarde de 2 de agosto de 2014, após ser abordado por uma guarnição da Rondesp na Rua Nilo Peçanha, no bairro da Calçada. De acordo com as investigações do MP-BA, a vítima permaneceu sob a custódia dos agentes e nunca mais voltou para casa.
Os restos mortais da vítima foram localizados no dia seguinte, 3 de agosto, perto do Parque São Bartolomeu, apresentando sinais de decapitação, mutilação e carbonização.
Dias depois, a cabeça e outras partes do corpo de Geovane foram encontradas no Parque Tecal, na região de Campinas de Pirajá, a aproximadamente 2,5 quilômetros do primeiro ponto de descarte.
Relacionadas
