Samuel Júnior critica segurança na Bahia e cobra leis mais rígidas
Deputado do PL destacou atuação das igrejas nos presídios
Por: Marcos Flávio Nascimento
16/06/2026 • 13:08 • Atualizado
O deputado estadual Samuel Júnior (PL) fez duras críticas à situação da segurança pública na Bahia, defendeu o endurecimento das leis penais e destacou o papel das igrejas evangélicas na ressocialização de detentos. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, transmitido na rádio Itapoan FM (97,5), E apresentado por Luis Ganem.
Ao comentar o cenário da violência no estado, o parlamentar afirmou que a população convive diariamente com a sensação de insegurança e questionou os resultados das políticas públicas voltadas para o setor.
Segundo ele, a discussão sobre segurança não pode ficar restrita ao ambiente político e precisa partir da realidade enfrentada pelos cidadãos. "Está tudo bem com a senhora? Está tudo bem com seus filhos? A senhora tem paz e segurança para sair de casa?", questionou o deputado ao relatar sua visão sobre o tema.
Ainda durante a entrevista, Samuel afirmou que os indicadores de criminalidade e os episódios recorrentes de violência demonstram que a situação exige medidas mais efetivas por parte dos governos estadual e federal.
"O que vemos todos os dias são assassinatos, confrontos, tráfico de drogas e bairros inteiros dominados por facções criminosas. Isso não é invenção, é a realidade que a população enfrenta", declarou.
Deputado defende fortalecimento das forças policiais
Ao abordar a atuação das forças de segurança, Samuel Júnior afirmou que a polícia deve contar com respaldo para agir no combate à criminalidade. Embora tenha ressaltado ser contra abusos, ele defendeu o uso da força dentro dos limites legais quando necessário:
"Entre o criminoso e quem protege a sociedade, tenho certeza de que a população quer o policial vivo. A polícia precisa ter condições de agir para garantir tranquilidade às pessoas de bem."
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O parlamentar também criticou entidades de direitos humanos, alegando que muitas vezes há mais atenção aos acusados do que às famílias das vítimas da violência.
"Quem visita a mãe que perdeu um filho para o tráfico? Quem acompanha a família destruída por um assassinato? Essas pessoas também precisam de amparo", disse.
Outro ponto levantado pelo deputado foi a necessidade de mudanças na legislação penal brasileira. Para ele, o sistema atual favorece a reincidência e dificulta o trabalho das forças de segurança:
"Os policiais prendem de um lado e a Justiça solta do outro. Muitas vezes eles mesmos dizem que estão enxugando gelo."
Igrejas e ressocialização de presos
Durante a entrevista, Samuel Júnior também destacou o trabalho desenvolvido por igrejas evangélicas dentro do sistema prisional baiano. Segundo ele, diversas pessoas conseguem reconstruir suas vidas após passarem por projetos de evangelização realizados nas unidades penitenciárias.
O deputado citou ações desenvolvidas pela Igreja Assembleia de Deus, liderada pelo pastor Valdomiro Pereira, especialmente no Presídio Lemos Brito, em Salvador.
"Existem pessoas que aceitaram Jesus dentro dos presídios, foram reintegradas às suas famílias e hoje atuam como obreiros e obreiras. Isso mostra o poder transformador da fé", afirmou.
Na avaliação do parlamentar, o trabalho social desenvolvido pelas instituições religiosas não recebe o devido reconhecimento por parte do poder público:
"Se não fossem as igrejas, a situação da sociedade estaria muito pior. Nós chegamos onde muitas vezes o Estado não consegue chegar."
Ao final da entrevista, Samuel voltou a defender uma discussão ampla sobre segurança pública, envolvendo governos, Congresso Nacional e sociedade civil.
"Esse tema não deve ser tratado apenas como disputa política. Segurança pública é uma necessidade de todos os brasileiros e precisa ser enfrentada com seriedade", concluiu.
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