Obesidade afeta 40% dos cães e preocupa especialistas
Alimentação errada e sedentarismo estão entre as causas
Por: Victor Hugo
20/07/2025 • 07:00
De acordo com especialistas a obesidade em cães e gatos é um distúrbio nutricional o acúmulo excessivo de gordura corporal, que ultrapassa de 15% a 20% do peso ideal do animal, é uma condição preocupante que pode ter diversas causas. Entre elas estão a alimentação inadequada, a falta de atividade física, fatores hereditários, envelhecimento, castração sem o devido ajuste alimentar e até questões emocionais, como ansiedade.
Infelizmente, a obesidade está se tornando cada vez mais frequente entre os animais de estimação. Uma pesquisa conduzida por uma instituição de ensino superior em Medicina Veterinária na cidade de São Paulo revelou que 40,5% dos cães apresentam problemas relacionados ao peso, estando em condição de sobrepeso ou obesidade.
Mais do que uma questão estética, o excesso de peso representa sérios riscos à saúde dos pets. Essa condição pode diminuir a expectativa de vida e comprometer funções essenciais do organismo. De acordo com especialistas da área veterinária, o sobrepeso em animais, assim como em humanos, contribui para o surgimento de diversas doenças, prejudica a qualidade de vida e não deve ser ignorado.
Veja as doenças
1. Doenças cardíacas
O acúmulo de gordura no organismo sobrecarrega o sistema cardiovascular dos cães e gatos. Isso obriga o coração a trabalhar com mais intensidade para garantir o fluxo sanguíneo adequado para todo o corpo. Com o tempo, essa sobrecarga pode levar a problemas como hipertensão e insuficiência cardíaca. Os sinais incluem cansaço excessivo, respiração acelerada e intolerância ao exercício. Animais obesos também têm maior risco de desenvolver arritmias, comprometendo ainda mais a saúde do coração.
2. Diabetes mellitus
A obesidade está diretamente ligada ao surgimento da diabetes mellitus, especialmente em gatos. Isso ocorre porque a gordura interfere na ação da insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue. A resistência à insulina leva ao aumento da glicemia e, consequentemente, ao desenvolvimento da doença. Os sinais mais comuns são aumento da sede, urina em excesso, perda de peso repentina e fraqueza.
3. Problemas articulares e dores nas patas
O peso em excesso exerce pressão contínua sobre as articulações dos animais, favorecendo o aparecimento de doenças osteoarticulares, como artrose e displasia coxofemoral. Essas condições causam dor crônica, redução da mobilidade e dificuldade para caminhar, subir escadas ou até se levantar. O pet pode demonstrar relutância em brincar ou se movimentar, o que agrava ainda mais o sedentarismo e piora a obesidade.
4. Dificuldades respiratórias
A gordura acumulada na região torácica e abdominal limita a expansão dos pulmões e compromete a troca gasosa, tornando a respiração mais difícil. Isso é ainda mais grave em raças braquicefálicas, como pug, shih tzu e buldogue, que já possuem vias aéreas naturalmente estreitas. Animais obesos podem ofegar com facilidade, apresentar roncos intensos mesmo em repouso e ter crises de falta de ar, especialmente em dias quentes ou durante atividades físicas leves.
5. Problemas de pele e pelagem
Animais obesos tendem a desenvolver dobras na pele que acumulam umidade, sujeira e microrganismos, criando um ambiente propício para dermatites, feridas, infecções por fungos e bactérias, além de mau cheiro. Gatos, em especial, perdem parte da sua capacidade de se limpar devido à limitação de movimento, o que compromete ainda mais a higiene da pele e da pelagem. Esses problemas podem gerar coceiras, irritações constantes e necessidade de tratamento dermatológico.
6. Distúrbios hepáticos (lipidose hepática)
A lipidose hepática é uma condição grave, principalmente em gatos obesos que passam por períodos de jejum ou perda repentina de apetite. Quando o corpo do animal tenta usar a gordura armazenada como fonte de energia, ela se acumula em excesso no fígado, comprometendo seu funcionamento . A doença é silenciosa no início, mas pode levar à falência hepática se não for diagnosticada e tratada rapidamente. Os sintomas incluem vômitos, icterícia, apatia e perda de apetite.
7. Redução da expectativa de vida
A obesidade pode reduzir em até dois anos a vida de um animal de estimação, dependendo do porte e da gravidade do quadro. Isso acontece porque o corpo sofre com a sobrecarga constante, favorecendo o surgimento precoce de doenças e acelerando o envelhecimento. A doença compromete a qualidade de vida, impede a realização de atividades naturais do animal e exige cuidados veterinários constantes.
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