“Lambeijos” de pets exigem cuidados para evitar transmissão de doenças
Higiene oral e acompanhamento são apontados como formas de proteção
Por: Redação
16/04/2026 • 22:20
O contato próximo entre tutores e animais de estimação faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Entre as manifestações mais comuns desse vínculo estão as lambidas no rosto, gesto popularmente conhecido como “lambeijo”. Embora seja interpretado como demonstração de afeto, o hábito pode representar risco à saúde quando não há cuidados adequados.
Cães e gatos abrigam na cavidade oral uma microbiota diversa, composta por bactérias e outros microrganismos. Em condições de higiene insuficiente, esse ambiente pode favorecer a proliferação de agentes capazes de provocar infecções, além de possibilitar a transmissão de parasitas e zoonoses — doenças que passam dos animais para os humanos.
O comportamento de lamber, no caso dos cães, tem origem ancestral. Entre filhotes, costuma indicar submissão. Na fase adulta, funciona como forma de interação social, reforço de vínculo e estímulo à liberação de endorfina, associada à sensação de bem-estar. O problema não está no gesto em si, mas nas condições de saúde bucal do animal.
Leia mais:
Proibido! Entenda por que peixe da espécie piraíba não pode ser consumido
Lei proíbe deixar gatos sozinhos em longos períodos
Sem escovação regular, o acúmulo de placa bacteriana pode evoluir para doença periodontal, uma infecção crônica que compromete os tecidos de sustentação dos dentes. Além de afetar o próprio animal, a condição amplia a carga bacteriana presente na saliva, elevando o risco em situações de contato direto com mucosas humanas.
Medidas de prevenção
A principal recomendação é a manutenção da higiene oral dos pets. A escovação deve ser feita, de preferência, diariamente — ou ao menos três vezes por semana — sempre com produtos formulados especificamente para uso veterinário.
Outra medida indicada é o acompanhamento odontológico periódico. A limpeza profissional, chamada de tartarectomia, remove placas e tártaro que não são eliminados pela escovação caseira e ajuda a prevenir complicações mais graves.
Também é orientado evitar que a saliva dos animais entre em contato direto com o rosto, boca ou olhos, sobretudo no caso de pessoas com o sistema imunológico comprometido, idosos, crianças pequenas ou indivíduos com feridas abertas.
A convivência próxima com cães e gatos não precisa ser interrompida. Com acompanhamento veterinário regular e cuidados básicos de higiene, o afeto pode ser mantido de forma segura para tutores e animais.
Relacionadas
Outras Espécies
