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Calor do verão exige atenção redobrada com cães e gatos

Altas temperaturas afetam pets, que precisam de cuidados específicos para evitar riscos

Por: Redação

04/01/202614:12

Com a intensificação do verão e das altas temperaturas, o calor passa a impactar não só as pessoas, mas também os animais de estimação, especialmente cães e gatos, que sentem de forma mais intensa os efeitos da estação.

Foto Calor do verão exige atenção redobrada com cães e gatos
Foto: imagem gerada por IA

Diante do calor excessivo, tutores precisam reforçar os cuidados diários, já que os pets tendem a ficar menos ativos nos períodos mais quentes do ano. A mudança de comportamento é um sinal de alerta e exige atenção para evitar problemas de saúde.

Diferentemente dos humanos, os animais não possuem glândulas sudoríparas distribuídas pelo corpo, o que dificulta a regulação da temperatura corporal pelo suor. A troca de calor ocorre principalmente pelas patas e pela respiração, mecanismo menos eficiente em dias de calor intenso.

Como os pets reagem às altas temperaturas

Segundo a médica veterinária Carla Franzini, doutora em Comportamento Animal, essa característica fisiológica leva os pets a buscarem, naturalmente, locais mais frescos. “Eles sempre procuram ambientes que estejam mais frios do que o próprio corpo, como áreas com piso frio, tapetes gelados ou espaços com ar-condicionado”, explica.

A especialista também alerta que aumentar a frequência de banhos por causa do calor pode ser prejudicial e gerar estresse. A recomendação é priorizar estratégias que realmente ajudem na redução da temperatura, como oferecer ambientes climatizados, toalhas geladas, potes de água com gelo e até sachês de comida congelados.

Outro ponto de atenção é evitar medidas bruscas. Mesmo quando o animal está muito ofegante, mergulhá-lo diretamente na água pode causar choque térmico, já que a temperatura corporal não deve cair de forma repentina.

Passeios e cuidados ao ar livre

No caso dos passeios, a orientação é evitar os horários mais quentes do dia. A médica veterinária Simone Mendes, proprietária da clínica Cemevi, em Niterói, destaca que o ideal é sair bem cedo. “O passeio deve acontecer no início da manhã, quando o clima está mais ameno. Também é preciso cautela em praias e piscinas, evitando a exposição nos horários de sol forte”, afirma.

Ela acrescenta que animais com pelagem clara devem usar protetor solar veterinário, mesmo que não fiquem expostos ao sol por longos períodos.

O que fazer para aliviar o calor nos pets

  • manter os animais em ambientes refrigerados, com ventiladores ou ar-condicionado;

  • oferecer tapetes gelados e alimentos congelados próprios para pets;

  • disponibilizar mais de um pote de água pela casa;

  • realizar passeios apenas no começo da manhã;

  • evitar banhos frequentes ou uso de água muito gelada;

  • não tosar o animal acreditando que isso vai reduzir o calor.

Sintomas de que o pet pode estar sofrendo com o calor

  • respiração ofegante em excesso;

  • salivação intensa;

  • boca aberta por longos períodos;

  • língua arroxeada e pendurada;

  • vômitos, apatia ou desorientação, nos casos mais graves.