Veterinária faz alerta sobre cães na praia em Salvador e no litoral norte
Regiões quentes e úmidas favorecem doenças transmitidas por carrapatos e mosquitos
Por: Lorena Bomfim
13/01/2026 • 10:34 • Atualizado
Levar cães à praia pode parecer uma opção inofensiva de lazer, mas exige atenção redobrada dos tutores. Segundo uma veterinária, a presença de animais na areia e no mar, sem os devidos cuidados, ainda é motivo de preocupação. “Quando vejo cachorro na praia, confesso que fico apreensiva”, afirma.
Apesar do alerta, a profissional esclarece que não é contra o lazer dos animais, desde que ele seja feito com responsabilidade. O primeiro cuidado, segundo ela, é escolher o horário correto. Assim como crianças pequenas, os cães devem frequentar a praia apenas no início da manhã ou no final da tarde, quando o sol está mais fraco e a areia menos quente.
Outro ponto importante é avaliar se o animal já teve contato com a praia anteriormente. Cães que nunca passaram por essa experiência tendem a ficar excessivamente agitados, correndo sem limites, ingerindo areia e entrando no mar sem noção de perigo, o que pode resultar em engasgos e risco de afogamento.
Animais com problemas de pele, alergias ou raças mais sensíveis devem evitar esse tipo de passeio. “O cachorro não sofre por não ir à praia. Ele nem sabe que ela existe”, explica a veterinária.
Para os cães que já estão habituados ao ambiente, alguns cuidados são indispensáveis. A orientação é levar sempre uma garrafa de soro fisiológico, especialmente para lavar os olhos, já que muitos animais gostam de se enterrar na areia, comportamento que facilita a entrada de grãos nos olhos e pode causar inflamações.
No mar, o ideal é permitir que o cão fique apenas na beira da água, brincando com as ondas rasas, reduzindo o risco de afogamento e de aspiração de água. A supervisão deve ser constante.
A veterinária também destaca a importância de manter vacinas e medicações preventivas em dia, como vermífugos e produtos contra pulgas e carrapatos. Em Salvador, poucas praias apresentam condições sanitárias ideais, o que aumenta o risco de contaminações.
Ela chama atenção para o litoral norte da Bahia, em regiões como Guarajuba, onde há maior incidência de carrapatos devido ao clima quente, úmido e à presença de áreas com grama e jardins. Esses parasitas podem transmitir doenças graves. Além disso, há risco de leishmaniose, doença transmitida por mosquitos.
Quando procurar um veterinário?
A recomendação é simples: qualquer sinal de alteração no comportamento do animal deve ser levado a sério. Vômitos, diarreia, convulsões, desmaios ou sinais de apatia são motivos para procurar atendimento veterinário imediato.
“Se o tutor percebe que o animal está estranho, não deve esperar. Quanto mais cedo o atendimento, maiores são as chances de recuperação”, conclui a veterinária.
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