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Drogas ilícitas e medicamentos são encontrados em tubarões nas Bahamas

Pelo menos cinco espécies de tubarões foram consultadas

Por: Redação

19/03/202620:30

Uma coleta realizada por cientistas na Ilha de Eleuthera, em Bahamas, detectou a presença de cocaína, cafeína e fármacos no sangue de tubarões capturados. O estudo publicado pela revista Environmental Pollution analisou amostras coletadas e relatou que áreas marinhas antes consideradas preservadas estão sendo invadidas por resíduos químicos derivados da atividade humana.

De acordo com cientistas, essa é a primeira vez que um tipo de contaminante é registrado em tubarões na região. Além disso, a pesquisa destacou que cinco espécies de tubarões foram consultadas, porém algumas com diferentes casos.


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As detecções ocorreram especificamente no tubarão-recifal-do-caribe (Carcharhinus perezi), no tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) e no tubarão-limão (Negaprion brevirostris). Além da cocaína, os exames laboratoriais identificaram vestígios de diclofenaco (anti-inflamatório), acetaminofeno (paracetamol) e cafeína.

Praia
Foto: Ilustrativa/Reprodução/Instagram @salvamar_oficial

No decorrer da pesquisa, os dados comprovaram que o diclofenaco foi a substância mais presente, aparecendo em sete tubarões da espécie tubarão-recifal-do-caribe. 


O impacto na natureza

Após serem detectados alguns alertas, foram tomados e classificados como contaminantes de preocupação emergente (CECs), gerando respostas fisiológicas nos animais. Com as substâncias no organismo, foi comprovado que os tubarões tiveram alterações em marcadores sistêmicos de saúde, como níveis de triglicerídeos, ureia e lactato.

Segundo os estudos, também foram confirmados estimulantes como a cocaína e a cafeína em outros vertebrados, devido ao acúmulo de lactato e interrupções no metabolismo lipídico.

Outro fator presente é a poluição marinha, o estudo aponta que o crescimento urbano acelerado e o turismo são os principais vetores dessa contaminação. Mesmo que Bahamas se destaque como um ecossistema intocado, os resultados mostram uma pressão antropogênica crescente.