Páscoa exige cuidado redobrado com cães dentro de casa
Ingestão de chocolate pode provocar vômitos, arritmia e complicações severas
Por: Redação
02/04/2026 • 19:55
Com a proximidade da Páscoa, marcada para ocorrer no domingo (5), a circulação de ovos e barras de chocolate aumenta dentro de casa. Para quem tem cachorro, o período exige cuidado extra. A ingestão do doce pode provocar intoxicação grave e, em situações mais severas, levar o animal à morte — a depender do porte, do tipo do doce e da quantidade consumida.
O risco está na teobromina, substância presente no cacau e semelhante à cafeína. O organismo dos cães metaboliza esse composto de forma mais lenta do que o humano, o que facilita os efeitos tóxicos.
“Nessa época do ano, a presença de um chocolate esquecido sobre a mesa ou mesmo alguns pedaços oferecidos ingenuamente aos cães podem gerar um grave problema de saúde no animal”, comenta Vininha F. Carvalho, ambientalista, defensora dos direitos dos animais e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
Os sinais clínicos costumam surgir poucas horas após a ingestão. De acordo com o veterinário Fabiano Faria, o quadro pode incluir vômitos, diarreia, agitação, respiração ofegante, aumento dos batimentos cardíacos, tremores, perda do controle urinário e, em casos extremos, coma. A gravidade varia conforme a concentração de cacau no produto e o peso do animal.
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A literatura veterinária indica que a dose tóxica de teobromina para cães gira entre 100 e 150 mg por quilo. Já a faixa considerada letal pode variar de 250 a 500 mg por quilo. Em termos práticos, um cão de 10 quilos poderia morrer ao ingerir cerca de 2,5 g da substância — o equivalente aproximado a 1 kg de chocolate ao leite.
Diante de qualquer suspeita de ingestão, a recomendação é buscar atendimento veterinário imediato. Apenas o profissional poderá adotar medidas como indução de vômito ou outras técnicas para reduzir a absorção da toxina.
“Escolher bem os alimentos para seu animal é ter certeza de que ele será sempre saudável. Lembre-se que, em hipótese nenhuma, devem ser estimulados nele hábitos de comer com os seus tutores, pois o animal tem necessidades específicas em sua dieta.", conclui a ambientalista. As informações são do portal EXTRA.
