Mensagens revelam detalhes de festa de Vorcaro com ministro do STF
Conversas detalham encontro em tríplex do banqueiro em São Paulo
Por: Redação
16/10/2026 • 11:45 • Atualizado
Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, detalham a organização de uma festa realizada em 28 de fevereiro de 2025, em seu tríplex no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo reportagem da Revista Piauí, o encontro envolveu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques e cinco garotas de programa, conforme relatos registrados nas conversas.
A revista teve acesso a 125 mensagens trocadas entre Vorcaro e sete pessoas envolvidas nos preparativos. Os diálogos mostram a participação de motoristas, mordomo, chef de cozinha e uma agenciadora de mulheres na organização do encontro. Em uma das conversas, o banqueiro escreveu a um ex-diretor jurídico do Master que estava “fazendo graça para ministro em SP”.
As mensagens também descrevem a movimentação dos convidados durante a noite. Segundo os registros publicados pela Piauí, o mordomo informou a Vorcaro que havia cedido um quarto ao ministro e a cinco mulheres. Mais tarde, relatou que os convidados estavam na piscina e que uma das mulheres havia passado mal, mas estava bem.
Na mesma data, Vorcaro também tratava de problemas financeiros do Banco Master. As conversas mostram que a instituição havia utilizado R$ 800 milhões do depósito compulsório, valor que chegou a R$ 1,25 bilhão naquela noite, segundo mensagens trocadas pelo banqueiro com executivos. O recurso é uma parcela que os bancos devem manter depositada no Banco Central.
A reportagem aponta ainda outras conexões financeiras entre o Banco Master e pessoas ligadas ao ministro, incluindo transferências feitas a uma consultoria que repassou valores ao filho de Nunes Marques. O material também menciona decisões judiciais envolvendo interesses da instituição financeira.
Procurado pela Revista Piauí, Kassio Nunes Marques negou ter votado a favor de Vorcaro e afirmou que nunca trocou mensagens com o banqueiro nem solicitou algo a ele. Em nota, o ministro declarou que não autorizou ninguém a falar em seu nome e que não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros.
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