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Flávio Bolsonaro reage à abertura de inquérito determinada por Moraes

Caso envolve publicação feita na plataforma X sobre o presidente Lula

Por: Redação

15/04/202614:54Atualizado

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL), provocou reação imediata do parlamentar. A medida determina que a Polícia Federal (PF) apure se houve prática de crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A investigação foi instaurada a partir de representação da PF requerida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Ao autorizar o procedimento, Moraes determinou o envio dos autos à corporação, que terá prazo de 60 dias para realizar as diligências iniciais.

O foco da apuração é uma publicação feita por Flávio em 3 de janeiro deste ano, na plataforma X (antigo Twitter). No conteúdo, o senador associa imagens de Lula ao então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, diz o texto, que permanece disponível.

 

 

Senador fala em censura

Sobre as acusações, Flávio declarou que recebeu a decisão “com profunda estranheza” e afirmou: “A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”. Segundo ele, a abertura do inquérito representa “uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar”.

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O senador também criticou, conforme informações do portal Metrópoles, o fato de a ação ter sido distribuída ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “personagem central do desequilíbrio democrático recente”.

“Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição. O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros”, manifestou.