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Caso Mãe Bernadete: Defesa vai tentar mudança de condenação de foragido

Decisão judicial revelou tempo de condenação dos envolvidos

Por: Redação

15/04/202616:30Atualizado

Os dois envolvidos na morte da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, popularmente chamada de “Mãe Bernadete”, foram condenados nesta terça-feira (13), pelo Tribunal do Júri realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Arielson da Conceição Santos recebeu 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, enquanto Marílio dos Santos teve 29 anos e 9 meses de prisão. 

Julgamento de Mãe Bernadete
Foto: Ilustrativa/Ascom/SJDH

O primeiro é o executor do crime, enquanto o segundo o mandante. Ambos foram condenados pelo homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da ialorixá e com uso de arma de uso restrito.

A juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos manteve a prisão preventiva de Arielson, mas, quanto a Marílio, houve expedição do mandado de prisão, que segue pendente de cumprimento, já que ele está foragido. A acusação foi sustentada no júri pelos promotores de Justiça Raimundo Moinhos e Felipe Pazzola. 

De acordo com apuração do portal Esfera, a defesa de Marílio deve recorrer da condenação ainda nesta quarta-feira (15). 

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Motivação do crime

O assassinato teria sido motivado pela atuação de Mãe Bernadete contra a expansão do tráfico de drogas no Quilombo Pitanga dos Patamares, situado na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Ela enfatizou que o crime foi motivado pela oposição firme da vítima às atividades ilícitas na comunidade, especialmente à instalação de pontos de venda de drogas e ocupação irregular de áreas. 

“Foram dois dias cansativos, mas o que fica e a sensação da justiça sendo feita. Foi doloroso, um crime tão brutal que abalou não só a Bahia, mas o Brasil e o mundo. A defesa, como sempre, tentando defender o indefensável. Mas a gente tem que ter discernimento para ouvir e não absorver tudo isso. No final deu tudo certo. Se fez justiça”, evidenciou o filho Jurandir Pacifico.

Relembre o caso

A execução da ialorixá ocorreu no dia 17 de agosto de 2023, dentro de sua residência, na sede da associação quilombola. Ela foi alvejada com 25 tiros de arma de fogo em várias partes do corpo, dentro da própria casa, onde estavam três netos dela, de 12, 13 e 18 anos. 

Outros denunciados

Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus ainda serão submetidos a julgamento.