Dono do Banco Master e pastor são transferidos para presídio no interior de SP
Suspeitos presos na Operação Sem Compliance foram levados para Potim nesta quinta
Por: Redação
05/03/2026 • 12:28
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o pastor Fabiano Zettel, cunhado do empresário, foram transferidos na manhã desta quinta, 5, para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo. Ambos haviam sido presos um dia antes durante a terceira fase da Operação Sem Compliance, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Antes da transferência, os dois estavam custodiados no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, onde passaram a noite em regime de observação. O procedimento faz parte da inclusão no sistema prisional e inclui revista, higienização, corte de cabelo padrão e entrega do uniforme da unidade.
Transferência para o interior paulista
A mudança para o presídio de Potim ocorreu na manhã desta quinta. A unidade, inaugurada em 2002, abriga detentos em regime fechado e fica no interior paulista. Vorcaro e Zettel foram levados juntos para o local após o período inicial de triagem em Guarulhos.
A prisão preventiva do banqueiro foi decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal (PF). Outros dois suspeitos também foram detidos sob suspeita de integrar uma suposta “milícia privada” que teria sido usada para intimidar adversários e jornalistas.
Defesa nega acusações
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu “sem que a defesa tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida”. Os advogados também disseram que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações.
O banqueiro já havia sido preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado, quando se preparava para embarcar para o exterior após anunciar a venda do Banco Master para um fundo. Na ocasião, ele permaneceu 11 dias detido e deixou a prisão usando tornozeleira eletrônica.
Operação investiga esquema bilionário
A terceira fase da Operação Compliance Zero apura a possível atuação de uma organização criminosa envolvida em ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com apoio do Banco Central.
A investigação também resultou no afastamento de dois servidores do Banco Central: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização da instituição, e Bellini Santana. Ambos já estavam afastados das funções por decisão do presidente do órgão, Gabriel Galípolo.
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