Defesa de Vorcaro exige detalhes da PF sobre prisão do banqueiro
Advogados questionam provas que levaram à detenção do dono do Banco Master
Por: Agência Brasil|Redação
05/03/2026 • 15:39 • Atualizado
Após a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a defesa acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Polícia Federal (PF) apresente os elementos que embasaram a decisão. Segundo os advogados, eles não tiveram acesso prévio às informações que motivaram a detenção durante a operação realizada na quarta-feira (4), que resultou no encarceramento do empresário.
No requerimento enviado ao STF, o advogado Edson Gushiken solicita esclarecimentos sobre mensagens atribuídas a Vorcaro, a existência do grupo “A Turma” e se o empresário participava das conversas. Além disso, foram questionadas supostas invasões a sistemas de órgãos públicos, exclusão de conteúdos digitais, bloqueio de R$2,2 bilhões ligados ao pai do banqueiro e pagamentos que, segundo a PF, teriam mantido uma estrutura de vigilância e intimidação.
Conforme as investigações, os repasses eram feitos por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e responsável informal pela contabilidade do grupo. Entre os beneficiários estava Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou “Sicário”, que recebia R$1 milhão por mês para coletar informações e neutralizar situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo.
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Após a prisão, Mourão foi levado à carceragem da PF em Belo Horizonte, onde tentou o autoextermínio ao se enforcar com uma camisa. Ele foi reanimado pelos policiais, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e permanece internado no Centro João 23, em estado grave, com suspeita de morte cerebral, segundo seus advogados.
Prisão anterior
Daniel Vorcaro já havia sido detido em novembro de 2025 no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava deixar o país durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, focada na emissão de títulos de crédito falsos. Ele foi liberado onze dias depois pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), sob condições que incluíam tornozeleira eletrônica, restrição de contato com outros investigados e proibição de atuar no setor financeiro ou viajar para fora do país.
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