CPI mira Moraes e Toffoli após suspeitas em caso do Banco Master
Senador Alessandro Vieira reúne assinaturas para investigar conduta de ministros
Por: Redação
09/03/2026 • 14:53 • Atualizado
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) será instaurada para apurar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffolii, no caso do Banco Master. O pedido é uma iniciativa do senador Alessandro Vieira (MDB), que articula a investigação no Congresso.
O parlamentar informou, nesta segunda-feira (9), que já reuniu as 29 assinaturas necessárias para viabilizar a abertura da comissão. Mesmo com o número mínimo alcançado, Vieira afirmou que pretende ampliar o apoio antes de protocolar oficialmente o pedido.
“Já são 29 assinaturas. A coleta segue ao longo do dia. O pedido de CPI da Toga/Master será protocolado nas próximas horas. A lei precisa valer para todos.”, escreveu o edil em seu perfil do X (antigo Twitter).
Veja:
Já são 29 assinaturas. A coleta segue ao longo do dia. O pedido de CPI da Toga/Master será protocolado nas próximas horas. A lei precisa valer para todos. pic.twitter.com/VVfC2b8EIm
— Alessandro Vieira (@_AlessandroSE) March 9, 2026
Ligação com Vorcaro
A proposta de investigação surgiu após questionamentos sobre uma possível relação entre os ministros e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. A condução do processo envolvendo a instituição financeira levantou dúvidas sobre a imparcialidade dos juristas ligados ao caso.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) reforçaram essas suspeitas. Segundo informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o suposto diálogo entre Vorcaro e Alexandre de Moraes ocorreu em 17 de novembro de 2025, horas antes da prisão do empresário naquele ano.
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De acordo com a reportagem, o banqueiro enviou uma pergunta ao ministro às 7h19: "Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?", escreve. Moraes teria respondido em seguida por meio de mensagens de visualização única, que não puderam ser recuperadas.
Já Dias Toffoli, que inicialmente relatava o caso no STF, deixou o processo após a divulgação de notícias sobre uma sociedade que manteve com uma empresa ligada a Vorcaro.
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