Casa de R$ 300 milhões liga Moraes e Vorcaro em novo capítulo de investigação
Encontro entre os dois teria acontecido em Trancoso, na Bahia, segundo colunista
Por: Redação
08/03/2026 • 11:20
Novas informações divulgadas neste domingo (8) ampliaram os detalhes sobre a relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Moraes não frequentava apenas a mansão do empresário em Brasília.
De acordo com a coluna, o ministro também teria conhecido uma luxuosa propriedade alugada por Vorcaro em Trancoso, na Bahia, avaliada em cerca de R$ 300 milhões. O imóvel, que possui aproximadamente 40 mil metros quadrados, conta com 12 suítes, cinco bangalôs e outras estruturas de alto padrão.
A revelação surge em meio às investigações que envolvem o banqueiro e que já vinham gerando repercussão nos últimos dias. Recentemente, a divulgação de supostas mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes levou o STF a se manifestar oficialmente. Em nota, a Secretaria de Comunicação da Corte afirmou que as conversas divulgadas não foram direcionadas ao ministro.
Em comunicado, o STF afirmou que os prints das mensagens estavam associados a outros contatos do telefone do banqueiro. Segundo a Corte, os registros analisados pelos investigadores não indicam que as conversas tenham sido enviadas diretamente ao ministro.
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Ainda segundo a nota, os nomes dos possíveis destinatários das mensagens não serão divulgados devido ao sigilo das investigações. O tribunal destacou que, no material extraído do aparelho de Vorcaro, os registros aparecem vinculados a pastas com contatos diferentes do magistrado.
Vorcaro é transferido para Penitenciária de Brasília
Outro desdobramento do caso ocorreu na sexta-feira (6), quando Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator da investigação no STF, após pedido da Polícia Federal (PF) que apontou risco de interferência do empresário nas apurações.
