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Após ida à UTI, Bolsonaro tenta deixar regime fechado

Defesa do ex-presidente solicita ao STF autorização para execução de pena

Por: Agência Brasil|Redação

17/03/202614:40Atualizado

Após ser internado em uma  Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve a situação de saúde levada novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (17), a defesa acionou o ministro Alexandre de Moraes com um novo pedido para que o cumprimento da pena de 27 anos e três meses ocorra em regime domiciliar.

Foto Após ida à UTI, Bolsonaro tenta deixar regime fechado
Foto: Marcos Corrêa/PR

A solicitação surge dias após o ex-mandatário apresentar um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele precisou de atendimento emergencial depois de passar mal dentro da cela onde está custodiado, no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

Com febre alta e dificuldades para respirar, Bolsonaro foi levado ao hospital e encaminhado diretamente à UTI. Desde então, permanece sob acompanhamento médico contínuo, embora o boletim mais recente indique melhora clínica, com recuperação da função renal e avanço parcial nos indicadores inflamatórios.

Mesmo com a evolução de sua saúde, os advogados do político sustentam que o quadro ainda inspira cuidados. No pedido enviado ao STF, afirmam que há possibilidade de novos episódios de broncoaspiração, o que exige “monitoramento clínico frequente”.

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A defesa também argumenta que a permanência na unidade prisional representa risco. Segundo o documento, a custódia “expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”. 

Enquanto isso, Moraes mantém o entendimento adotado em decisões anteriores, de que o local onde Bolsonaro está preso dispõe de estrutura adequada para atendimento médico.